06/10/2020
AÇO

Setor revê projeção para 2020

O Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Carlos Da Costa, esteve no dia 1° de outubro na fábrica da Gerdau, em Araçariguama (SP), e conversou com a imprensa ao lado do presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Marcos Faraco (Gerdau), e do presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. A visita teve por objetivo conhecer o processo produtivo de uma mini-mill moderna e cujos produtos são destinados à construção civil e avaliar com o Aço Brasil a capacidade da indústria nacional do aço de abastecer o mercado doméstico diante da rápida retomada da economia, especialmente nesse segmento. 

No ápice da pandemia da COVID-19, o Brasil registrou queda no consumo e as usinas tiveram que desligar altos fornos e paralisar outras unidades de produção, chegando a operar com apenas 45% de sua capacidade instalada. Logo que os sinais de aumento da demanda de aço surgiram, o setor do aço começou a reativar sua produção, para atender com brevidade o retorno dos pedidos dos clientes. Hoje, a utilização da capacidade instalada é a mesma de janeiro deste ano (63%). 

Na construção civil o destaque fica para os vergalhões – em sua grande parte produzida em mini-mills, plantas que não possuem altos fornos e utilizam, principalmente, a sucata reciclada de aço como matéria-prima nas aciarias elétricas. Uma menor parcela da produção de vergalhões é obtida a partir de rota integrada principalmente a carvão vegetal, que produz ferro gusa em fornos de menor porte e, em seguida aço, nas aciarias. 

As plantas dos grupos siderúrgicos que produzem os vergalhões utilizados na construção civil - ArcelorMittal, Gerdau, Aço Verde Brasil, Sinobrás, SIMEC e CSN - estão em pleno funcionamento, com produções acima dos patamares pré-crise. 

A comparação das estimativas só melhorou com o passar da pandemia. O Instituto Aço Brasil (IABr) previa produção de aço bruto de 26,4 milhões de toneladas para 2020, montante que em setembro foi revisto para 30,4 milhões de toneladas, uma queda de 6,4¨comparada a setembro de 2019. Já as vendas internas tinham projeção de 15,4 milhões de toneladas para o ano em abril, mas este montante cresceu para 18,2 milhões de toneladas em setembro, uma queda de 3,1% na comparação com o mesmo mês do último ano. 

Exportações e importações também foram revistas: as vendas externas passaram de 10.3 milhões para 11,4 milhões de toneladas na comparação entre abril e setembro de 2020. A expectativa é de que as exportações tenham um recuo de 10,7% comparado a setembro de 2019. Em receita, passou de US$ 5.2 milhões para US$ 5.5 milhões na mesma base de comparação, um decréscimo de 23,7% sobre setembro do ano passado. 

Já as importações passaram de 1,44 milhão de toneladas e US$ 1.56 milhão para 1,819 milhão de toneladas e US$ 1.94 milhão na comparação das projeções de abril e setembro de 2020. A estimativa do nono mês em relação ao mesmo período de 2019 demonstra quedas de 23,1% e 21,1%, em volume e receita, respectivamente. A projeção do consumo aparente saltou de 16,8 milhões de toneladas em abril para 19,9 milhões de toneladas em setembro de 2020, uma queda de 4,7% sobre o mesmo mês de 2019.