30/10/2019
CSN

Reforma em Alto-forno impacta trimestre

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve Ebitda ajustado de R$ 1,567 bilhão no 3º trimestre, uma queda de 34,4% em relação ao 2º trimestre deste ano e de 4% na comparação com o mesmo trimestre de 2018. O resultado foi impactado pela reforma do Alto Forno nº 3 e menores realizações de preços na mineração. O Ebitda da Mineração atingiu R$ 1,bilhão, margem de 58%, configurando o segundo melhor resultado trimestral da série histórica para o negócio. 

A receita líquida da companhia alcançou R$ 6 bilhões no trimestre, recuos de 3% na comparação com o trimestre anterior e de 13% sobre o mesmo período de 2018. A queda se deu principalmente pelo menor volume de vendas de aço no mercado externo e realizações de preços menos favoráveis na mineração. O lucro bruto totalizou R$ 1,636 bilhão, redução de 33% em relação ao 2º trimestre de 2019. A margem bruta caiu 8,4%, frente à registrada no trimestre anterior, passando para 27,2% no 3º trimestre de 2019, devido principalmente à redução de receitas. 

A dívida líquida consolidada atingiu R$ 27.577 milhões, enquanto a relação dívida líquida/Ebitda, calculada com base no Ebitda ajustado dos últimos doze meses, atingiu 3,81x, ou 0,16x maior em relação ao 2º trimestre de 2019. A evolução do endividamento no trimestre foi afetada pela variação cambial e pontualmente pela distribuição de R$ 670 milhões em dividendos, sendo R$ 413 milhões em dividendos intercalares na CSN, e R$ 257 milhões a parcela relativa aos acionistas minoritários na CSN Mineração. 

A CSN produziu 358 mil placas no 3º trimestre, enquanto o consumo chegou a 162 mil toneladas, totalizando 520 mil toneladas disponíveis para laminação, 44% inferior ao período entre abril e junho deste ano em função da parada para manutenção do Alto forno nº 3 e consequente consumo planejado dos estoques. A produção será normalizada a partir da segunda quinzena de outubro, e com isso também o custo de produção, parcialmente no último trimestre deste ano e integralmente nos três meses iniciais de 2020. As vendas totais somaram 1.072 mil toneladas no trimestre, 8% a menos que no 2º trimestre de 2019, em função principalmente de menores vendas no exterior. 

O volume de aço comercializado no mercado interno somou 750 mil toneladas, 2,7% a menos que no trimestre anterior. No mercado internacional, as vendas da CSN atingiram 322 mil toneladas no trimestre, queda de 17%. A venda de produtos revestidos, como galvanizados e folhas metálicas, representaram 53% do volume de vendas de aços planos, considerando todos os mercados de atuação. No mercado interno, a participação de produtos revestidos das vendas de aços planos aumentou, passando de 43% no 2T19 para 46% no 3T19. 

A receita líquida na Siderurgia atingiu R$ 3.334 milhões no trimestre, 9% a menos que nos três meses anteriores, por causa no menor volume de vendas no mercado externo e por preços estáveis nos mercados interno e externo. O Ebitda ajustado alcançou R$ 105 milhões no período, decréscimo de 53% ao obtido no 2º trimestre de 2019. A margem Ebitda ficou em 3,2% no trimestre. Os ganhos de eficiência esperados após a parada programada do Alto-forno nº 3 serão observados parcialmente nos últimos três meses de 2019 e integralmente no 1º trimestre de 2020, retornando a rentabilidade da unidade de negócio a seu padrão histórico. 

Já a área de mineração da CSN produziu 8,7 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, crescimento de 14% sobre o mesmo trimestre de 2018, enquanto as vendas somaram 9,2 milhões de toneladas entre julho e setembro, queda de 9% em relação ao 2º trimestre deste ano, devido a menores volumes no mercado interno, impactados pela parada do Alto-forno nº 3. A receita líquida da área de mineração atingiu R$ 2,36 bilhões, 24% a menos que no 2º trimestre do ano, em função da queda de preços e menor volume de vendas.