16/01/2020
BRUMADINHO

Recuperação ambiental em áreas impactadas

A Vale lançou projeto-piloto de recuperação ambiental da área ambiental afetada pelo rompimento da barragem B1 na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). O projeto, denominado ‘Marco Zero’, consiste na reconstituição das condições originais do ribeirão Ferro-Carvão e na revegetação, com plantas nativas, da região das matas ciliares, além da recuperação do rio Paraopeba. O projeto começa na cortina de estacas metálicas, instalada próximo à nova ponte da avenida Alberto Flores, segue por 400 metros a jusante no ribeirão Ferro-Carvão e, após confluência com o rio Paraopeba, vai mais 2 km ao longo do rio.
 
O projeto-piloto será avaliado e ajustado para outras áreas impactadas, caso seja comprovada sua eficiência e a previsão é que o projeto seja concluído em fevereiro de 2020. Os investimentos no programa estão dentro dos recursos que estão sendo aplicados nas obras emergenciais de contenção em Brumadinho, que devem chegar a R$ 1,8 bilhão até 2023.
 
Inicialmente, o projeto refez o traçado do ribeirão antes do rompimento da barragem. A Vale retirou 130 mil m³ de rejeitos no trecho e, com base em levantamentos topográficos e consultas aos históricos do Google Earth, o curso original do ribeirão foi demarcado. A mineradora utilizou a tecnologia Green Wall, um sistema patenteado para a recuperação de cursos d'água e matas ciliares e refez o canal do ribeirão, com rochas ao fundo e paredes de biomantas revegetadas. Após a reconstrução do canal, a área do entorno, ou seja, o vale do ribeirão Ferro-Carvão, foi reaterrada, recuperando sua topografia original. 
 
O projeto-piloto ‘Marco Zero’ é dividido em três fases, onde a primeira começou após reconstrução do canal do leito do ribeirão Ferro-Carvão. Parte da superfície já foi coberta por um tipo de solo vegetal fértil e espécies rasteiras selecionadas foram hidrossemeadas (técnica de semeadura com auxílio de água) no solo. A Vale já instalou também biomantas naturais, compostas de fibra de côco, por cima da camada semeada para proteger as sementes da ação nociva de pássaros ou das águas das chuvas, garantindo ambiente ideal para a germinação e formação das plantas.
 
A segunda etapa consiste no plantio de vegetação de médio porte que irá favorecer a execução da última etapa, quando será realizado o plantio de espécies nativas da região. As espécies nativas a serem utilizadas estão sendo definidas, bem como a origem delas. Também estão sendo feitos estudos para quantificar o número e espaçamento de mudas, com base na composição original da região.
 
As atividades de dragagem dos rejeitos nos primeiros 2 km do rio Paraopeba após a confluência com o ribeirão Ferro-Carvão complementam as ações do Projeto Marco Zero. Nos 400 m iniciais, a Vale já removeu 59 mil m³ de rejeitos. O material removido na dragagem é armazenado e desidratado em grandes bolsas geotêxteis. A água drenada dessas bolsas é bombeada para uma estação de tratamento e retorna dentro dos padrões legais determinados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) ao rio Paraopeba.As atividades tem acompanhamento de auditoria técnica independente designada pelo Ministério Público de Minas Gerais e reportadas sistematicamente aos órgãos competentes. 

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