02/05/2019
NEXA

Receita cai, mas planos são mantidos

A Nexa Resources registrou receita líquida de US$ 570 milhões no primeiro trimestre de 2019, valor que é US$ 106 milhões (16%) inferior ao obtido em igual período de 2018, quando as receitas somaram US$ 676 milhões. O Ebitda (lucro bruto), que atingiu US$ 108 milhões, caiu 44% em relação ao primeiro trimestre de 2018. 
 
O resultado é atribuído aos menores preços dos metais na LME e ao aumento de custos. Segundo o CEO da Nexa, Tito Martins, o resultado do trimestre não afeta os planos de mais longo prazo da empresa. “Apesar da recente volatilidade de preços dos metais básicos, estamos confiantes com a perspectiva de longo prazo para os mercados de zinco e cobre. Mantemos o compromisso com nossa estratégia de longo prazo e continuamos trabalhando na construção de uma companhia mineradora diferenciada, sustentável, integrada e eficiente em custos”. 
 
Ele informou que em março de 2019 os depósitos de rejeitos da empresa receberam Declarações de Condição de Estabilidade (DCEs), “certificando que todas as nossas instalações estão seguras e estáveis”. A empresa também superou algumas dificuldades operacionais, o que lhe permitiu aumentar a produção de zinco em 3% no trimestre. “Estamos confiantes que atingiremos as nossas diretrizes, tanto em termos de produção quanto de capex para 2019, alcançando as expectativas, como fizemos em 2018”, afirmou o dirigente. 
 
A empresa também registrou aumento de 14% das reservas, que alcançaram 4,4 milhões de toneladas de zinco contido, incluindo aquelas do projeto Aripuanã. De acordo com Martins, o projeto Aripuanã evoluiu conforme o planejado e atualmente cerca de 40% do capex total está comprometido. O start up está mantido para 2021. Já o projeto de aprofundamento da mina de Vazante está 80% concluído. 
 
Outro fato positivo foi que, em abril de 2019, a Nexa obteve a Licença Operacional da Copam para o projeto de empilhamento a seco de rejeitos. 
 
Em termos financeiros, no mês de março de 2019 a Standard & Poor´s anunciou que manteria sua classificação BB+ com perspectiva estável para a Nexa Peru, uma subsidiária da Nexa Resources. 
 
A Nexa foi eleita pelo Conselho Consultivo e pelos leitores de Brasil Mineral como uma das Empresas do Ano do Setor Mineral, na categoria Minerais Não-Ferrosos. No Peru, a Nexa Resources Atacocha foi reconhecida pelo ISEM (Instituto de Seguridad Minera) como uma das empresas mais seguras em mineração subterrânea. 

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