14/04/2020
VALE DO AÇO

Projeto da Aperam recupera respiradores

Lançado recentemente pela Aperam e viabilizado pela Fundação Aperam Acesita, o projeto Aperam Bem Maior está ajudando o Hospital e Maternidade Vital Brazil e Hospital Doutor José Maria de Morais na região do Vale do Aço (MG) na recuperação de respiradores obsoletos para ajudar no combate à pandemia COVID-19. 

A empresa constatou oito equipamentos no Vital Brasil que seriam enviados para descarte e levou-os para o laboratório de eletrônica da Aperam. De acordo com Ivana Coelho da Silva, Gerente Executiva de Automação e Infraestrutura da Aperam, foi disponibilizada uma equipe de oito profissionais, entre engenheiros e técnicos para trabalharem no projeto. “Ficamos muito felizes em conseguir contribuir com algo tão significativo nesse momento, usando apenas o nosso tempo e os recursos técnicos que a empresa já possui. É um trabalho que reflete saúde, vida, solidariedade e sustentabilidade” ressalta Ivana.

Outros quatro respiradores foram recolhidos no Hospital Doutor José Maria de Morais, em Coronel Fabriciano, totalizando 12 aparelhos, que ficarão sob os cuidados do projeto Aperam Bem Maior na tentativa de recuperação. O  presidente da Fundação Aperam Acesita, Venilson Vitorino, afirma que a ação reflete muito bem a motivação do projeto que atua na mitigação dos impactos causados pelo novo coronavírus nas comunidades onde a empresa atua. “Estamos confiantes com esta ação e os empregados se mostraram 100% empenhados e focados no sucesso da missão. Se conseguirmos devolver à essas instituições pelo menos um respirador em pleno funcionamento, já será menos um que precisará ser adquirido nesse momento difícil”, ressalta o presidente.

O projeto Aperam Bem Maior iniciou nesta semana a confecção de máscaras e “capotes” que serão doados a instituições de saúde do Vale do Aço e Vale do Jequitinhonha, e também para membros da comunidade, como forma de reforçar a proteção e prevenção contra a doença. A ação conta com uma rede de voluntários nas cidades de Timóteo, Turmalina, e Itamarandiba, que estão recebendo do projeto tecidos, elásticos e linhas para a produção desses equipamentos de proteção individuais. Para Lucélia Aparecida Silva, de Itamarandiba, costureira há mais de 10 anos e uma das voluntárias no projeto, qualquer ajuda nesse momento já é válida. “Eu estava em casa, com tempo livre e procurei uma forma de ajudar. Sempre que posso realizo ações solidárias e vi nessa oportunidade uma forma de ajudar os profissionais de saúde e a nossa comunidade com aquilo que sei fazer” ressalta. Lucélia se juntou a outras três costureiras da ACODEF (Associação Comunitária de Defesa das Famílias do Bairro Fazendinha).