28/04/2020
YARA

Prejuízo de US$ 117 milhões no trimestre

A Yara International ASA registrou prejuízo de US$ 117 milhões no primeiro trimestre 2020, ante o lucro líquido de US$ 96 milhões do mesmo trimestre de 2019. O resultado inclui uma perda monetária de US$ 81 por ação, resultante principalmente de um fortalecimento do dólar norte-americano ao longo do trimestre. Excluindo efeitos cambiais e itens especiais, o resultado foi de US$ 0,39 por ação, comparado a US$ 0,59 por ação no primeiro trimestre de 2019.

O lucro operacional do primeiro trimestre foi de US$ 248 milhões, acima dos US$ 198 milhões do ano anterior. O Ebitda do primeiro trimestre, excluindo itens especiais, foi de US$ 504 milhões, superior aos US$ 464 milhões do trimestre inicial de 2019, principalmente pelas entregas de produtos premium mais altos e menor custo de energia, o que compensou o impacto de preços mais baixos. "A Yara oferece melhores resultados, com o Ebitda do primeiro trimestre excluindo itens especiais em até 9%. As operações da Yara estão quase próximas do normal e os resultados refletem principalmente entregas mais altas com o plantio e aplicativos do hemisfério norte progredindo bem", disse Svein Tore Holsether, Presidente e Chefe Diretor Executivo da Yara.

Segundo o executivo, graças a um forte esforço organizacional e a boa colaboração com as autoridades em todo o mundo, a Yara garantiu a continuidade no fornecimento de insumos agrícolas, além de uma crescente na demanda por produtos da companhia. 

As entregas totais de vendas e marketing foram 10% maiores em comparação com o ano anterior, refletindo principalmente um aumento de 15% nas entregas na Europa. As margens comerciais ficaram estáveis em comparação com o ano anterior. As entregas de novos negócios foram estáveis. A produção de amônia da Yara caiu 7%, enquanto a produção de fertilizantes acabados caiu 3% em comparação com o ano anterior. A Yara decidiu desenvolver seus negócios de nitrogênio industrial em uma estrutura de “Holding Industrial” dentro da Yara, com governança separada e maior autonomia. A estrutura compreenderá o segmento de Novos Negócios existente, juntamente com as plantas de produção de Brunsbüttel, Le Havre, Köping e Cubatão. A estrutura e os relatórios serão finalizados em 2020.

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