17/07/2020
ANGLO AMERICAN

Planta de hidrometalurgia em Goiás

A Anglo American e o Governo de Goiás, por meio do Fundo de Fomento à Mineração (Funmineral) e da Secretaria de Indústria e Comércio, firmaram acordo para instalação e operação de uma planta piloto de hidrometalurgia em Goiânia. A iniciativa vai permitir que a viabilidade dessa tecnologia seja testada para utilização na unidade da empresa em Barro Alto (GO). 

O investimento da Anglo American é de R$ 422 mil, montante que está sendo direcionado para a fabricação e instalação do equipamento. Já a operação dos testes será executada pela equipe do Funmineral. A previsão é que a planta comece a funcionar em outubro de 2020.  

Durante 15 meses, a planta funcionará como projeto de estudo visando a adoção de uma de uma nova forma de aproveitamento do minério de níquel extraído pela empresa na mina de Barro Alto. Findo o projeto, o equipamento será cedido pela Anglo American ao Estado, que poderá prosseguir com pesquisas minerais de interesse público.

“Com a planta piloto, será possível realizar estudos de viabilidade de uma rota de beneficiamento hidrometalúrgica para extração de níquel em minérios de baixo teor da companhia, utilizando uma tecnologia de extração por via úmida, onde os elementos de interesse são separados do que não pode ser aproveitado, através de uma fase líquida. Hoje, a empresa utiliza um processo a quente chamado pirometalúrgico. Caso os testes da planta piloto gerem bons resultados, Barro Alto poderá passar a adotar também esse segundo processo”, informa a Anglo American.

Isso poderá permitir que a empresa aproveite parte do minério que hoje é descartado como estéril, recuperando maior volume de níquel e também podendo extrair novos subprodutos com valor mercadológico, como cobalto, cobre, manganês e magnésio. "Realizamos uma série de testes em laboratório que indicam a viabilidade do novo método, mas só uma planta piloto poderá nos dar certeza disso. É muito importante poder contar com a alta capacidade técnica do Funmineral para a realizar esses estudos", afirma Cristiano Cobo, diretor de Operações de Níquel da Anglo American.

Segundo ele, tanto a empresa quanto Goiás saem ganhando com a parceria. "A nossa empresa tem o compromisso de apoiar o desenvolvimento das regiões onde atuamos. Nosso objetivo é deixar legados duradouros e sustentáveis. Acreditamos que a doação deste equipamento poderá trazer benefícios para todo o setor mineral goiano, para além dos nossos muros", destaca.

Produção cai 18% no trimestre 

A produção total da Anglo American no segundo trimestre de 2020 registrou uma queda de 18% e a redução só não foi maior devido à boa performance na produção de minério de ferro do Minas-Rio, no Brasil, e de cobre na operação de Collahuasi, no Chile. Minas-Rio produziu, no trimestre, 6,2 milhões de toneladas, enquanto Collahuasi teve incremento de 38% na produção. 

Apesar da queda, de produção, o CEO global da Anglo American, Mark Cutifani, afirmou que a empresa “soube mostrar resiliência ao enfrentar os desafios colocados pela Covid-19, agindo rapidamente para salvaguardar vidas e assegurar o bem-estar de sua força de trabalho e comunidades onde atua. Nossa resposta permitiu a continuidade da maioria de nossas operações durante os vários períodos de lockdown em diferentes jurisdições, embora com capacidade reduzida em muitos casos”. 

Apesar da queda de produção, Cutifani disse que a companhia continua bem posicionada em longo prazo. Durante o trimestre, confirmamos nossos planos de trabalhar uma saída para nossas operações de carvão térmico na África do Sul, em linha com nossa trajetória geral em direção a produtos finais. E, tirando benefícios da transformação em curso de nossos processos físicos através do programa FutureSmart Mining, deixamos claro nosso objetivo de atingir a neutralidade em carbono em nossas operações em 2040 – um compromisso ambicioso e importante para nós, nossos negócios, empregados e diversos stakeholders”.

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