03/08/2020
USIMINAS

Plano de investimentos de R$ 800 milhões

A Usiminas registrou Ebitda Ajustado consolidado de R$ 192 milhões no segundo trimestre de 2020, 66,3% a menos que no trimestre inicial, enquanto a margem Ebitda caiu de 14,9% (primeiro trimestre de 2020) para 7,9% entre abril e junho. Comparado com o primeiro trimestre de 2020, o lucro bruto foi de R$ 279 milhões, uma redução de 46%. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 395 milhões, contra os R$ 424 milhões negativos do trimestre anterior. Mesmo com os impactos da pandemia, a Usiminas manteve posição sólida de caixa, de R$ 2,5 bilhões em 30 de junho, anunciando uma elevação no seu plano de investimentos para o ano, de R$ 600 milhões para R$ 800 milhões. 

Os recursos devem ser aplicados em iniciativas de meio ambiente e na implantação do projeto de empilhamento a seco (dry stacking) da Mineração Usiminas. O presidente da Usiminas, Sergio Leite, disse que desde o início da pandemia a companhia adotou medidas importantes para adequação ao cenário atual. “Adotamos uma série de ajustes que nos permitiram passar pelos momentos mais críticos da crise sem, contudo, comprometer o nosso caixa e nossa capacidade de atender de maneira rápida à expectativa de melhoria da demanda para os próximos meses. E é isso que estamos fazendo agora ao anunciarmos a retomada gradual das operações do Alto-Forno 1 e da Aciaria 1 da Usina de Ipatinga e das laminações em Cubatão, na Baixada Santista”. 

A Mineração Usiminas (Musa) obteve Ebitda Ajustado de R$ 380 milhões no segundo trimestre, uma marca histórica e alta de 77,8% sobre os três primeiros meses de 2020. A margem Ebitda Ajustado da empresa ficou em 51% (36,8% no trimestre anterior). A Musa produziu 2 milhões de toneladas de minério de ferro (queda de 6,7% na comparação com o 1T20) e registrou vendas de 1,9 milhão de toneladas (redução de 14% em relação ao 1T20). Já a receita líquida alcançou R$ 746 milhões, com alta de 28,3% quando comparada ao trimestre anterior (1T20). A elevação ocorreu principalmente em função da desvalorização do real frente ao dólar, do aumento do preço do minério e da redução no preço do frete.

Os investimentos atingiram R$ 50 milhões no segundo trimestre e a companhia iniciou a implantação do seu projeto de empilhamento a seco (dry stacking), licenciado no mês de junho pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O novo sistema de disposição de rejeitos vai permitir a substituição das barragens convencionais e garantir importantes ganhos ambientais e de segurança.

Na unidade de Siderurgia, a produção de aço bruto na usina de Ipatinga ficou em 533 mil toneladas no trimestre, inferior em 30,9% em relação ao 1T20, e a de laminados (Ipatinga e Cubatão) totalizou 700 mil toneladas, redução de 38,5% no comparativo com 1T20. Já as vendas totais somaram 608 mil toneladas (redução de 42% em relação ao 1T20), com 83% direcionadas ao mercado interno e 17% às exportações. Com isso, o Ebitda Ajustado da unidade de Siderurgia atingiu R$ 102 milhões negativos no 2T20 (R$ 370 milhões positivos no 1T20) e a margem Ebitda Ajustado ficou negativa em 5,4% (positiva em 11,4% no 1T20).

A Usiminas investiu R$ 27 milhões em ações de combate à COVID-19. Foram dezenas de investimentos por meio da Fundação São Francisco Xavier, braço social da companhia nas áreas de Educação e Saúde e responsável pela gestão de quatro unidades hospitalares instaladas em cidades de Minas Gerais e em Cubatão (SP). São hospitais referência para 35 municípios do Leste de Minas e para a Baixada Santista, com parte expressiva dos atendimentos dedicada a pacientes do SUS.

Foram adquiridos novos respiradores mecânicos, instalados em um andar dedicado especialmente a pacientes com a COVID-19 no Hospital Márcio Cunha, de Ipatinga, além de novos leitos de UTI e equipamentos diversos. Também foram doadas 40 toneladas de alimentos para comunidades socialmente vulneráveis, 150 mil máscaras de proteção para colaboradores, familiares e comunidades e para a higienização de espaços públicos com grande circulação de pessoas em Ipatinga e Cubatão. A empresa vem participando, ainda, de outras ações em parceria com entidades como o Senai, que vem liderando um programa de recuperação de respiradores mecânicos.