04/06/2020
SAMARCO

PDL pode gerar economia de R$ 1,2 milhão

A Samarco reiniciará as operações previstas para acontecer no final de 2020 com novas tecnologias -- cava confinada e sistema de filtragem para empilhamento a seco do rejeito arenoso. Na gestão de ativos, a mineradora está implantando o Plano Diretor de Lubrificação (PDL) com o objetivo de conseguir maior controle e eficiência. Segundo a companhia, o intuito é unificar as melhores práticas entre áreas internas e também as do mercado, integrando métodos e processos de manutenção e lubrificação em todas as unidades operacionais, da mina ao porto.

A implantação do PDL será feita em quatro etapas já definidas e que começaram em 2019. As fases das estratégias da gestão da lubrificação estão determinadas e a Samarco selecionou seis profissionais certificados pelo International Council for Machinery Lubrication (ICML), multiplicando os aprendizados para os demais empregados por meio de treinamentos internos. Em março deste ano foi finalizada a segunda etapa do PDL e a previsão é que a Samarco comece 2021 já operando com maior maturidade e excelência nos processos de lubrificação.

O gerente de Gestão de Ativos e Engenharia de Manutenção da Samarco, Marcelo Gomes, diz que o Plano Diretor de Lubrificação visa transformar a prática de lubrificar em um processo sistêmico, com ações proativas para o tratamento correto e mais sustentável dos lubrificantes, ampliando a eficiência e a vida útil dos equipamentos. “Os produtos passarão a ser filtrados e tratados, com melhorias no armazenamento e mais mecanismos para evitar contaminações. As substituições dos lubrificantes serão feitas considerando a condição, não o tempo de uso, gerando redução do consumo e menor impacto ambiental”, destaca. A Samarco costuma destinar aproximadamente 5% dos custos com manutenção à lubrificação. Além disso, 40% do custo total com manutenção é influenciado pelas atividades de lubrificação. A unidade de Ubu já havia implantado o Programa de Lubrificação Confiável com o objetivo de aprimorar a sua gestão nesse quesito. Com as ações realizadas até 2015, como a filtragem dos óleos, houve uma redução significativa nos custos com lubrificantes. 

“Esse trabalho tem potencial para gerar uma economia de cerca de R$ 1,2 milhão por ano ao prolongar a vida útil de lubrificantes e equipamentos e evitar perdas com paradas não programadas para manutenções corretivas e reformas excessivas de equipamentos”, conta Gomes. O PDL prevê ainda a criação de um laboratório de análises na unidade de Germano, de postos avançados de lubrificação nas áreas industriais, que permitem maior agilidade nas intervenções e manutenções corretivas dos equipamentos, e de uma central de lubrificação, para adequado estoque, manuseio, tratamento e disponibilização de óleos e graxas com qualidade e eficiência. O laboratório da unidade de Ubu foi reativado durante o período de conservação e foram adquiridos recentemente novos equipamentos para a realização de análises e testes de qualidade dos óleos.

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