14/05/2020
AÇO

Pandemia reduz produção na AL

Segundo a Associação Latino-Americana de Aço (Alacero), por causa dos efeitos negativos da maior crise econômica da história na região e no mundo, as companhias tiveram que reduzir a produção em diversos países ou paralisar as operações, enquanto outras indústrias se adaptavam a uma nova realidade. 

O PIB mexicano registrou queda de 2,4% no trimestre em comparação com o mesmo período de 2019, a maior queda desde o terceiro trimestre de 2009. O resultado se deve a redução de 3,8% nas atividades industriais e da construção, além do desempenho da indústria automotiva, que produziu 8,5% menos e exportou 7% a menos em comparação com o mesmo trimestre de 2019. 

A atividade industrial brasileira caiu 9,1% em março, em comparação com fevereiro, por forte impacto da pandemia e das medidas de isolamento social no setor e na atividade econômica. A queda de 2,6% no primeiro trimestre de 2020, em comparação com os três meses anteriores foi a maior redução desde o segundo trimestre de 2018. 

Na Argentina, em março a atividade manufatureira teve uma contração de 0,9% com relação a fevereiro, e despencou 6,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado. As produções automotivas e de cimento foram paralisadas.

Em fevereiro, o consumo aparente da região registrou redução de 2,5% em comparação com o mesmo mês de 2019, além de uma queda acumulada de 2%. Em comparação com janeiro, a redução foi de 7%. A Argentina e o México estão entre os países mais afetados. Com isto, a projeção para o consumo aparente de aço até agora é 13,8% abaixo, cerca de 8 milhões de toneladas a menos, atingindo um total de 55,4 milhões de toneladas, de acordo com as informações recebidas de cada país. “Paralelamente a este cenário, se observa uma rápida recuperação da indústria do aço da China e o risco contínuo do excesso de capacidade para a região. Diante da pronunciada queda dos mercados mundiais, o país continuará procurando exportar a sua produção para a América Latina, o que poderia dificultar ainda mais a recuperação da região”, disse Francisco Leal, Diretor-Geral da Alacero. 

As exportações da China cresceram 3,5% e as importações caíram 14,2% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2019, o que contribuiu para um superávit comercial do país asiático de US$ 45,34 bilhões, muito acima dos EUA, com seus US$ 19,9 bilhões registrados em março. A produção de aço bruto caiu 8% no primeiro trimestre, enquanto a dos produtos laminados diminuiu 3% no período. 

Os efeitos mais sérios da pandemia começaram a ser observados na Argentina em março, com uma redução de 27% em comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda em março corresponde a um terço do mês, devido à quarentena a partir de 20 de março. As exportações, por sua vez, continuam refletindo a menor demanda mundial de aço: caíram 15% nos primeiros dois meses do ano. Por último, a indústria do aço está colaborando ativamente para apoiar o fortalecimento dos sistemas de saúde da região por meio da construção de novos centros de tratamento para a COVID-19, da expansão de hospitais comunitários e de recursos extraordinários para apoiar as comunidades. 

A colaboração da indústria do aço é fundamental para um grande número de cadeias de valor que são vitais para a sociedade, como o suprimento de oxigênio, o transporte e a infraestrutura, além do armazenamento de alimentos, produtos desinfetantes, eletrodomésticos e muitos outros, essenciais para enfrentar a crise e conseguir uma reativação da economia de forma mais rápida.