14/05/2020
NEXA

Pandemia afeta desempenho fortemente

A pandemia Covid-19 afetou fortemente o desempenho da Nexa Resources no primeiro trimestre de 2020, principalmente no Peru, onde se concentra 70% de sua produção e cujas atividades de mineração tiveram de ser paralisadas, devido à decretação do estado de emergência nacional pelo governo. Como um dos reflexos imediatos, a empresa registrou uma redução de 22,4% em sua receita líquida consolidada, que somou US$ 442 milhões, também motivada por uma queda de preços dos metais no mercado internacional. O EBITDA ajustado, por sua vez, foi de US$ 44 milhões, contra US$ 108 milhões no mesmo período do ano passado. Já o resultado líquido da empresa ficou negativo em US$ 612 milhões no período, motivado principalmente por perdas geradas por efeitos contábeis não caixa (impairment) no valor de US$ 485 milhões, também vinculados às operações no Peru.

Tal resultado levou a Nexa a rever seu programa de investimentos para 2020, que foi reduzido para US$ 300 milhões, contra uma previsão anterior de US$ 410 milhões, segundo o CEO da empresa, Tito Martins.  Ele informa que, nesse contexto, os investimentos em projetos greenfield foram suspensos (com exceção do projeto Magistral, no Peru, por estar em estágio já avançado), e as atividades de exploração mineral foram reduzidas. Os investimentos em Capex da Nexa, no primeiro trimestre, somaram a Nexa US$ 80 milhões, “sendo que 51% foram destinados para projetos de expansão e 49% para manutenção de ativos, aprimoramento do sistema ambiental das unidades, inovação e projetos sociais”. Para a construção do projeto em Aripuanã (MT), que não chegou a ser fortemente afetada pela pandemia, foram direcionados US$ 29 milhões no primeiro trimestre. Mesmo assim a Nexa informa que atualmente está trabalhando em um novo cronograma para o projeto, que agora prevê a entrada em operação no terceiro trimestre de 2021 em razão de diversos fatores, como as condições climáticas locais e restrições logísticas na região. No primeiro trimestre de 2020, as obras seguiram avançando e alcançaram um progresso físico de 39%.

Em termos de produção, no período foram produzidas 77 mil toneladas de zinco, ou 14,3% a menos do que nos três primeiros meses de 2019, enquanto a produção de cobre totalizou 7 mil toneladas, 22,2% menor frente ao primeiro trimestre do ano anterior, ao passo que a de chumbo foi de 9 mil toneladas, apresentando 23,8% de diminuição. 

Com a retomada parcial da produção nas minas do Peru, autorizada pelo governo do país no início de maio, a expectativa da Nexa é gradativamente voltar aos seus níveis normais de produção. Por enquanto foram reiniciadas as operações nas minas de Cerro Lindo e El Porvenir. A mina de Atacocha, no entanto, continua com produção suspensa, enquanto a refinaria de Cajamarquilla opera com capacidade reduzida. No Brasil, a refinaria de Juiz de Fora está reduzindo seus volumes de produção em até 40% durante os meses de maio e junho, ajustando-se aos novos patamares de demanda, a qual foi impactada pela pandemia.

Ações na pandemia 

A Nexa informa que, neste período, atuou rapidamente para ampliar as medidas de proteção aos seus colaboradores e prestadores de serviços, além de apoiar as comunidades nas regiões onde está presente. "Na Nexa, nossa preocupação tem sido proteger nossos colaboradores, prestadores de serviços e comunidades vizinhas no Brasil e no Peru. Por isso, adotamos todas as medidas para o enfrentamento à COVID-19 determinadas pelos governos e organizações de saúde em nossas operações", afirma Tito Martins.

Ele acrescenta que nas unidades da empresa também foi criado um comitê de crises para garantir o cumprimento de um rigoroso plano de ação em diversas frentes, envolvendo a implantação de protocolos de saúde com medidas preventivas, entre outros. No combate à COVID-19, a Nexa também se uniu aos municípios onde estão localizadas suas unidades. "Focamos nossas ações principalmente no fornecimento de mais de 520 mil equipamentos de proteção, para os profissionais da saúde pública - como máscaras, luvas, aventais, álcool gel, entre outros - e testes rápidos para detecção da doença no Brasil e no Peru", ressalta Martins.

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