17/09/2019
TERRAS RARAS

Painel debate potencial econômico

No painel "Novos materiais: desafios e oportunidades para a indústria mineral brasileira", realizado dia 11 de setembro, na Exposibram 2019, especialistas avaliaram a situação do setor e o potencial econômico dos chamados minerais tecnológicos, com grande demanda na fabricação de baterias para carros elétricos e também na produção de energia solar e eólica. Houve também avaliação dos minerais críticos e o investimento nos elementos chamados "terras-raras".

Estes novos minerais crescem cada vez mais em importância por sua aplicação em produtos de alta tecnologia. Entretanto, o engenheiro de Minas Márcio Goto, gerente regional da Roskill para a América Latina, afirma que esta "invasão" pode gerar problemas em curto prazo, já que os fabricantes mundiais de bateria estarão sem capacidade de aumentar a produção nos próximos anos. O investimento em fábricas para a produção destas baterias, de acordo com ele, é prioridade para este mercado. Outro fator de alerta são os "minerais críticos" – aqueles cuja concentração global localiza-se majoritariamente em um único país, como é o caso do cobalto (90% no Congo) e das terras-raras (80% na China). Nestes casos, os impactos de risco econômico relacionam-se a vários fatores, como a estabilidade política, o grau de substituição do mineral e também a reciclagem.

O químico Renato de Souza Costa, diretor de Mineração, Energia e Estrutura da Codemge/Codemig, diz que há ótimo potencial para os minerais considerados de 'energia limpa', como o cobalto, lítio, grafeno e vanádio, os três últimos com produções significativas no País. Em relação aos minerais terras-raras

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