24/06/2020
GEOLOGIA

O setor perde Vanderlei Beisiegel

Na semana passada, a geologia brasileira perdeu um de seus mais importantes profissionais: Vanderlei de Rui Beisiegel, que deu grande contribuição à mineração na Província Mineral de Carajás. Paulista de Tietê, nascido em 1942, ele se formou em Geologia pela Universidade de São Paulo, em 1964, e iniciou suas atividades na então Companhia Vale do Rio Doce, em Itabira, onde permaneceu por cinco anos. No início de 1970 foi trabalhar em Carajás, onde desenvolveu a maior parte de sua atividade de pesquisa geológica, como chefe de pesquisa da Vale. Ele também atuou nas pesquisas de ouro da Docegeo (então braço de pesquisa da Companhia Vale do Rio Doce) na região e participou da descoberta da primeira ocorrência primária de ouro no sul do Pará, cuja divulgação com alarde pela imprensa contribuiu para o surgimento do garimpo de Serra Pelada, no início da década de 1980. 

Em 1991, após 27 anos atuando com pesquisa na Vale, dos quais 21 anos na Amazônia, ele foi aposentado. A partir daí iniciou uma nova etapa em sua vida, dedicando-se a escrever sobre sua experiência geológica em Carajás e suas narrativas foram publicadas no livro “Carajás: geologia e ocupação humana”, organizado por ele e João Batista Teixeira, professor da Universidade Federal da Bahia. O livro foi lançado em 2006. Há alguns anos Vanderlei Beisiegel lutava com uma doença, que terminou por vitimá-lo em meados de junho.