19/02/2020
METAIS

Nexa obtém receita de US$ 2,3 bi

A Nexa registrou receita liquida consolidada de US$ 2,3 bilhões em 2019, o que compensou parte da redução dos preços de metais básicos no mercado externo com aumento de seus volumes comercializados. Em 2018, a receita líquida consolidada foi de US$ 2,5 bilhões. A produção alcançou 361 mil toneladas de zinco, 38 mil toneladas de cobre, 51 mil toneladas de chumbo, 8,9 milhões onças de prata e 22 mil onças de ouro em 2019. Ao longo do último ano, a Nexa vendeu 621 mil toneladas de zinco metálico e óxido de zinco, um crescimento de 1% comparado ao ano anterior. 

O Ebitda ajustado alcançou US$ 402 milhões em 2019, contra US$ 605 milhões no exercício anterior, quando foi registrado R$ 34 milhões de créditos tributários. O resultado líquido da empresa, por sua vez, foi negativo em US$ 159 milhões, principalmente em razão de perdas por efeitos contábeis não caixa (impairment) no valor de US$ 142 milhões durante o 3º trimestre. No período, o endividamento líquido da empresa manteve-se abaixo de 2x o EBITDA ajustado. Outro destaque foi a distribuição de US$ 50 milhões em dividendos com base no balanço estatutário, a serem pagos em 30 de março, seguindo o compromisso de gerar retorno aos seus acionistas. “Seguimos atentos às mudanças do cenário global e, para fazer frente a um mundo cada vez mais desafiador, lançamos o Programa Jeito Nexa em 2019. O objetivo é buscar não apenas a melhora da eficiência de nossas operações e a maximização dos retornos, mas também transformar a nossa cultura empresarial. Acreditamos que a transformação operacional e de nossa cultura permitirão construir a mineração do futuro.”, afirma o CEO da Nexa, Tito Martins. Até o final de 2019, foram implementadas iniciativas em diversas áreas da empresa que devem gerar um aumento de, pelo menos, US$ 120 milhões ao Ebitda anualizado até 2021. 

A Nexa opera a maior mina subterrânea de zinco (Cerro Lindo) e a maior metalúrgica das Américas (Cajamarquilla), o que, segundo Tito Martins, posiciona a empresa de forma estratégica para capturar as melhores oportunidades na região da América Latina. “Somos o quarto maior produtor de zinco no mundo e estamos em plena construção de uma mina subterrânea de classe mundial, o projeto Aripuanã, no Estado do Mato Grosso. Em relação às perspectivas de mercado, continuamos otimistas a respeito dos fundamentos do mercado e expectativas de longo prazo para zinco e cobre e, frente a isso, nossa estratégia está mantida”. 

No 4º trimestre de 2019, a Nexa obteve receita líquida consolidada de US$ 586 milhões, em linha com o mesmo período do ano anterior. Dentre os projetos em andamento, destaque para o Aripuanã (MT), que irá produzir zinco e chumbo e entrará em operação em 2021. Atualmente, 1,4 mil pessoas trabalham na implementação no projeto que já tem 28% das obras concluídas. Entretanto, o projeto está atrasado em relação ao cronograma original por causa de fatores externos, como condições climáticas, atraso na atualização da ponte pública local e nos estudos detalhados de engenharia. 

A Nexa trabalha em um novo cronograma de execução e um relatório final deve sair no 2º semestre deste ano. A companhia está revendo também o tempo de ramp up da operação de 12 meses e espera acelerar esse período em comparação com as estimativas iniciais. Em Vazante (MG), o projeto de tratamento de rejeito a seco foi concluído e iniciou a operação no 2º trimestre de 2019. Cerca de 60% dos rejeitos da Nexa já não são dispostos em barragens e está em andamento também o projeto de aprofundamento da mina, o que segue de acordo com o planejado.

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