14/12/2020
AMARILLO GOLD

Mapeamento para desenvolver fornecedores

A Amarillo Gold solicitou a realização de um estudo à DVF Consultoria para revelar o potencial de desenvolvimento, as oportunidades e os desafios dos setores de bens e serviços nos municípios de Mara Rosa e Amaralina, em Goiás. O diagnóstico faz parte do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), implementado por meio da Amarillo Gold, com o objetivo de alavancar empresas para geração de novos negócios. 

A Amarillo desenvolve o projeto Mara Rosa (Mina de Posse), de extração e beneficiamento de minério com ouro contido, com o início da construção das instalações previsto logo que a mineradora consiga a Licença de Instalação (LI). São 18 meses estimados para construção, gerando aproximadamente 2,7 mil empregos diretos e indiretos durante a construção, e outros 3,5 mil na fase de operação. Os estudos da consultoria indicam que o empreendimento movimente em torno de R$ 48 milhões locais na fase de implantação, com R$ 32 milhões no primeiro ano, o que representa 68,2% do orçamento municipal de Mara Rosa (IBGE, 2019). Ao operar, a expectativa é que as empresas locais participem com fornecimentos que somam aproximadamente R$ 14,5 milhões por ano, considerando a compra de materiais e serviços, bem como salários e benefícios. 

"O programa visa ao desenvolvimento regional, com aumento de negócios e melhoria da competitividade dos fornecedores locais. Nosso intuito é prepará-los para atender à forte demanda que está por vir não somente com o nosso projeto, mas também de outras grandes empresas, deixando um legado na região ao estimular um crescimento perene", reforça Arão Portugal, Diretor Geral da Amarillo Mineração do Brasil. De acordo com o estudo da DVF, os maiores custos de uma mineradora são com materiais e atividades de manutenção mecânica (27%), infraestrutura de mina (18%), manutenção civil e predial (13%), seguidos de locação de equipamentos como andaimes, veículos etc. (9%), alimentação (8%), transporte (6%), entre outros. Durval Vieira de Freitas, CEO da DVF Consultoria, afirma que é preciso ficar de olho no mercado: "As empresas têm a necessidade de aquisição de bens e serviços, priorizando, sempre que possível, o fornecimento local, mas este precisa atender a uma série de requisitos como custos atrativos e modernos padrões de qualidade e segurança", diz. 

O comércio  responde por 37,7% da oferta em Mara Rosa e 66,7% de Amaralina, enquanto que os serviços, 34% no primeiro município e 33,3% no segundo e, apesar de ser menor índice, demonstra ser uma vocação das localidades, com empresas especializadas e capacidade de atendimento a maiores demandas. As duas cidades têm oportunidades locais como compra de bens e materiais em construção civil, metalmecânica, materiais mecânicos, materiais elétricos, equipamentos e peças, atividades administrativas, de comércio em geral (eletrodomésticos, móveis e artesanato) e itens de segurança (uniformes, Equipamentos de Proteção Individual). Entre os entraves para a compra, aparecem: integração com o comprador, gestão de estoques, qualidade de produtos ofertados, mão de obra qualificada, atendimento e comunicação.

A primeira fase do programa, com duração de um ano, consistirá na capacitação e certificação dos empresários, seguindo para a promoção dos fornecedores e entidades de classe, com a criação de materiais promocionais, site e catálogo de fornecedores locais. Também serão realizadas oficinas, palestras, seminários, encontros de negócios, além de viagens e visitas técnicas. As ações terão a parceria com o Sistema S, com atuação junto ao Sebrae, Sesi/Senai, Senac e FIEG para as capacitações e certificações; com as Prefeituras Municipais e a ACIAMAR (Associação Comercial, Industrial e Agronegócio de Mara Rosa) para a promoção e fomento à realização de negócios. "O projeto Mara Rosa (Mina de Posse) trará grandes benefícios para os moradores do entorno do empreendimento, incluindo geração de emprego, renda, investimentos na área social, ambiental e diversos programas que visam ao desenvolvimento e crescimento econômico da região. A mineração transforma realidades, e é isso que pretendemos fazer, baseados no respeito por esta região e mirando um futuro ainda melhor", conclui Arão Portugal.

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