31/03/2020
VOTORANTIM

Lucro líquido cresce 113% em 2019

A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 4,9 bilhões em 2019, um aumento de 113% sobre os R$ 2,3 bilhões obtidos no ano anterior. A receita líquida manteve-se estável e somou R$ 30,9 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 5,1 bilhões, queda de 26% em relação a 2018. 

Segundo a companhia, o resultado explica o ganho com a transação da Fibria, ocorrido no início do ano passado. A depreciação do real frente ao dólar colaborou para o melhor resultado das operações no exterior, que são consolidadas em reais, como nos casos das investidas Nexa e Votorantim Cimentos na América do Norte (VCNA). "Em 2019, apesar do contexto político e econômico desafiador, demos passos importantes na transformação do nosso portfólio e, por outro lado, nossas empresas investiram buscando aumentar a competitividade de seus negócios", afirma João Miranda, diretor-presidente da Votorantim. 

Os investimentos somaram R$ 3,2 bilhões em 2019, um aumento de 24% em relação a 2018, com destaques para o projeto Aripuanã/MT, da Nexa, e a ampliação da planta de moagem da Votorantim Cimentos em Pecém/CE, que adicionará 800 mil toneladas de capacidade. Além dos projetos de expansão, a Votorantim destaca início de programa de investimentos em modernização de suas fábricas, de forma que esteja preparada para a recuperação da economia brasileira e que capture valor nas regiões onde atua. 

A Votorantim Energia, por meio da joint venture com o fundo Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), fechou um acordo em 2019 com a Votorantim Cimentos e com a CBA para investir cerca de R$ 2 bilhões na expansão das fases II e III do Parque Eólico Ventos do Piauí. A iniciativa criará o cluster de energia eólica do Brasil, com 1.000 MW de capacidade instalada. Juntos, os novos complexos totalizam capacidade instalada de 411,6 MW, que se somam aos 205,8 MW do Parque Ventos do Piauí I e aos 357,9 MW do Parque Ventos do Araripe III. 

A Votorantim registrou dívida bruta consolidada de R$ 19,8 bilhões no último ano, uma queda de 19% em relação a dezembro de 2018, em função dos pré-pagamentos de dívidas realizados pela Votorantim Cimentos e pela Votorantim S.A. durante 2019. Já a dívida líquida totalizou R$ 10,0 bilhões, 25% a menos em relação a dezembro de 2018. A alavancagem financeira, medida pelo quociente da dívida líquida/EBITDA ajustado, ficou estável, atingindo 1,95x, ante 1,92x em dezembro de 2018. "Frente às adversidades desse período, reduzimos o endividamento consolidado, por meio do pré-pagamento de R$ 5 bilhões em dívidas, mantendo nossa alavancagem abaixo de 2,0x. A Votorantim é uma das nove empresas brasileiras consideradas Grau de Investimento. Enfrentaremos mais essa crise com uma posição de caixa robusta e com a usual prudência", afirma o diretor financeiro, Sérgio Malacrida.

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