26/02/2020
ANGLO AMERICAN

Investimentos podem chegar a US$ 5,2 bi

A Anglo American planeja investir entre US$ 4,7 bilhões e US$ 5,2 bilhões em 2020, sendo US$ US$ 1,5 bi/U$ 1,7 bi em crescimento e US$ 3,2 bi/US$ 3,5 bi em sustaining. Isto significa um aumento em relação a 2019, quando foram investidos US$ 3,8 bilhões. Os valores foram anunciados durante a divulgação dos resultados obtidos pela empresa em 2019, quando obteve um Ebitda de US$ 10 bilhões, proporcionado principalmente pelas bulk commodities (minério de ferro e carvão), que geraram US$ 5,9 bilhões, seguido pelos PGMs, com US$ 2,0 bilhões, cobre (US$ 1,6 bilhão) e diamantes (US$ 600 milhões). A empresa comemorou o fato do Ebitda ter apresentado um crescimento de 40% no período 2012 a 2019, enquanto os preços de sua cesta de produtos, no mesmo período, teve uma redução de 5%. A melhor margem Ebitda foi obtida pelo cobre (44%), seguido pelo minério de ferro e carvão (43%), diamantes (também 43%) e PGMs (40%). A empresa comemora uma redução de 6% nos custos, o que também contribuiu para o melhor desempenho. 

O complexo Minas-Rio, que no ano anterior tinha pesado negativamente nos resultados, contribuiu com um Ebitda positivo de US$ 600 milhões em 2019. Para este ano, a expectativa é que a produção no complexo fique entre 20 e 24 milhões de toneladas, aumentando para 24 a 26 milhões t em 2021 e 23 a 25 milhões t em 2022. Um aspecto positivo no Minas-Rio é o seu custo por tonelada produzida, que deve ficar em US$ 26 em 2020 ou US$ 10 a menos do custo obtido no complexo de Kumba, fora do Brasil. O minério de ferro responde por 24% das receitas da Anglo American, à frente dos PGMs (23%), diamantes (16%), cobre (13%), carvão metalúrgico (13%), carvão térmico (6%) e níquel (5%). As perspectivas para o mercado de minério de ferro, na visão da Anglo American, são positivas, já que se prevê crescimento na Índia e outros lugares da Ásia, compensando o slow down na China. 

Dois destaques no plano de investimento da Anglo American são Ore Sorting e recuperação de partículas grossas. Só nestes dois itens a previsão é que seja investido cerca de US$ 1 bilhão no período 2021 a 2022. Com a aplicação do Ore Sorting – em que sensores determinam o teor do material antes que seja alimentado na planta, separando previamente o rejeito – a empresa espera aumentar o teor do minério alimentado na planta entre 5% e 25%, reduzindo o consumo de água, energia e, consequentemente, baixando custos. No Brasil, a empresa já tem Ore Sorting operando em Barro Alto (GO). 

A recuperação de partículas grossas, que exige mudanças no processo de flotação, permite que o material seja britado em partículas maiores e possibilita um aumento de até 20% na produção, maior recuperação de água, economia de energia e redução de custos. Este processe deve ser aplicado futuramente no Minas-Rio. A empresa também estuda o potencial de realização da dessalinização usando energia renovável, dentro da sua meta de reduzir em 50%, até 2030, o uso da água em suas operações. Aliás, já houve uma redução importante no uso de água em 2019, com um total de 209 milhões de metros cúbicos contra 227 milhões de metros cúbicos em 2018. A Anglo American também pretende reduzir em 30% o uso de energia e em 30% a emissão de gases de efeito estufa até 2030. 

Veja também

18/03/2020
FERTILIZANTES | Anglo garante futuro do projeto Woodsmith
11/03/2020
MINERAÇÃO SUSTENTÁVEL | Anglo American firma contrato para energia solar
09/01/2020
ANGLO AMERICAN | Sirene assusta comunidades
04/12/2019
INCLUSÃO SOCIAL | Anglo American entra para o Valuable 500
20/11/2019
ANGLO AMERICAN | Selecionadas 11 iniciativas sociais
13/11/2019
MINÉRIO DE FERRO | Minas-Rio deve produzir mais 21%
23/10/2019
ANGLO AMERICAN | Minas-Rio impulsiona produção
21/08/2019
ANGLO AMERICAN | Polo EAD em Viçosa é viabilizado
18/07/2019
ANGLO AMERICAN | Uso da Internet das Coisas em Barro Alto