12/02/2020
IBRAM

Investimentos em mineração crescerão 18%

Um aumento de 18% nos investimentos em mineração no período de 2020 a 2024. É o que prevê o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), que apresentou os números do setor para a imprensa em entrevista coletiva do presidente do Conselho Diretor, Wilson Brumer, e do presidente executivo, Flávio Penido. 
 
Pelas contas do Instituto, deverá ser investido, no período, um total de US$ 32,5 bilhões, ou 18% a mais do que havia sido computado no período 2019-2023, no valor total de US$ 27,5 bilhões. Para os dirigentes do Ibram, isto “sinaliza confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros de que haverá segurança jurídica para implementarem projetos de médio e de longo prazo”. Do montante a ser investido, eles destacaram os valores destinados à segurança de barragens de rejeitos, descomissionamento e descaracterização de estruturas, “conforme determina a legislação”. Só para este item, foram computados US$ 2,3 bilhões. 
 
Os dirigentes do Ibram também acreditam que a pesquisa mineral no Brasil deverá dar um salto a partir de 2020, “revertendo a tendência de queda observada nos anos anteriores. Eles elogiaram a medida adotada pela ANM (Agência Nacional de Mineração), no início de fevereiro, que prevê o prazo máximo de 120 dias para anunciar a liberação ou veto de requerimento de pesquisa mineral. “Assim, processos que podiam durar anos serão solucionados em apenas 4 meses. É um fator condicionante para atrair novos investimentos e impulsionar o segmento de pesquisas geológicas, onde atuam muitas pequenas empresas”, afirmam.  Eles apontaram que nos últimos anos o número de requerimentos de pesquisa protocolizados e alvarás de pesquisa liberados vem decaindo. No caso dos requerimentos, o total caiu de 18.505, em 2016, para 10.674no ano passado. Quanto aos alvarás, houve uma redução de 9.569 em 2017 para 7.210 em 2019. Em contrapartida, as concessões de lavra aumentaram de 206, em 2017, para 497 em 2019, ou duas vezes e meia mais. 
 
O Ibram também apresentou dados sobre o valor da produção mineral em 2019, das exportações minerais e da balança comercial, apontando que o faturamento do setor cresceu 39,2% no ano passado em comparação com 2018, somando R$ 153,4 bilhões, contra R$ 110,2 bilhões em 2018. Em dólar, o crescimento foi de 29,3%, somando US$ 38,9 bilhões em 2019 contra US$ 30,1 bilhões no ano anterior. O grande responsável foi o minério de ferro que, embora tenha registrado menor produção física, obteve uma melhora na média de preços de exportação. O preço médio da tonelada em 2019, segundo o Ibram, ficou em US$ 93,00 em comparação com os US$ 69,00 de 2018. Já o saldo da balança comercial mineral teve um aumento de 12,96%, somando US$ 24,26 bilhões, o que equivale a 52% do saldo da balança comercial brasileira. Em 2018, o saldo mineral havia sido de US$ 21,47 bilhões, equivalendo a 36,6% do saldo brasileiro.  

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