28/11/2019
GERDAU

Investimentos em MG somam R$ 3,5 bi

A Gerdau planeja investir R$ 3,5 bilhões no triênio 2019/2021 nas operações em Minas Gerais, sendo que o maior volume de aportes deve acontecer no próximo ano. Na usina de Ouro Branco serão desenvolvidos projetos de mineração e obras de manutenção, o que inclui a reforma do alto-forno 1 da planta siderúrgica. 
 
Segundo o diretor-executivo de Mineração e Matérias-Primas da Gerdau, Wendel Gomes da Silva, o plano como um todo prevê R$ 7,1 bilhões nas operações globais da companhia até 2021. “Somente em Minas, neste ano, destinamos aportes de R$ 168 milhões apenas à parada programada do alto-forno 1 da usina Ouro Branco, concluída em setembro. Porém, o equipamento já está atingindo o limite de sua vida útil e, para o ano que vem, está prevista a reforma completa do equipamento, sob investimentos consideráveis, além de intervenções na coqueria”, comentou. O alto-forno já tem mais de 20 anos de operação e a capacidade instalada do equipamento é de 3 milhões de toneladas por ano. Mesmo com as paradas realizadas e a reforma prevista, o abastecimento dos clientes será assegurado pela formação de estoques estratégicos. 
 
Para 2020, a prioridade serão os investimentos em mineração. Com o licenciamento ambiental em andamento e projetos de engenharia avançados, a Gerdau pretende realizar atividade de lavra a céu aberto – minério de ferro, em Itabirito. Caso o empreendimento seja aprovado, a Gerdau irá ampliar a sua operação em Várzea Lopes, em áreas de sua propriedade, localizadas em Serra da Serrinhas, em Itabirito. A localidade está aproximadamente a 50 km da usina de Ouro Branco.
 
“O projeto está bastante avançado e somente o processamento de empilhamento a seco demandará aportes da ordem de R$ 170 milhões”, disse. Outra intervenção prevista para o ano que vem diz respeito à adequação do método construtivo da barragem dos Alemães, erguida no modelo a montante, e com 2,5 milhões de m³ de rejeitos. Além disso, a empresa desativou a barragem Bocaina em 2011. Ambas ficam em Ouro Preto. “A decisão já está tomada e não faremos mais barragens de alteamento. Nosso processo, daqui para frente, será de empilhamento a seco”, garantiu. 
 
A adequação da barragem custará outros cerca de R$ 70 milhões para a empresa em 2020. Além disso, o diretor não descartou a possibilidade da criação de mais uma linha de laminação para produzir bobinas a quente (BQ) na usina mineira visando a atender a demanda de aço no Brasil, a partir da retomada econômica do País.