16/03/2016
GERDAU

Investimentos em 2016 somarão R$ 1,5 bilhão

A Gerdau deverá reduzir em 35% os investimentos para 2016. A previsão éque serão desembolsados R$ 1,5 bilhão, contra um total de R$ 2,3 bilhões em 2015. A queda na previsão de desembolso está relacionada ao desempenho da companhia no ano passado, quando foi realizada uma baixa contábil de R$ 5,3 bilhões, impactando negativamente os resultados.

Em 2015 a Gerdau obteve receita líquida consolidada de R$ 43,6 bilhões, 2% a mais do valor registrado em 2014, aumento atribuído ao efeito cambial positivo na conversão para a moeda brasileira da receita obtida por suas operações no exterior. A maior contribuição para a receita foi dada pelas operações na América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), que responderam por 39% da receita líquida, compensando parcialmente o desempenho mais fraco das operações brasileiras, que foram impactadas pela retração da economia brasileira.

As vendas físicas recuaram 5% em relação a 2014, somando 17 milhões de toneladas, mesmo volume da produção de aço em 2015, que caiu 6% na comparação com o ano anterior. No mercado brasileiro, as vendas físicas registraram queda de 23%, somando 4,3 milhões de toneladas.

A geração de caixa operacional (Ebitda) ajustada, sem os itens não recorrentes, alcançou R$ 4,5 bilhões, com uma redução de 8% sobre 2014. O lucro líquido consolidado, por sua vez, foi de R$ 684 milhões. Mas considerando-se os itens não-recorrentes, o resultado contábil foi negativo em R$ 4,6 bilhões. 

Segundo o diretor-presidente da Gerdau, AndréB. Gerdau Johannpeter, as prioridades para 2016 serão “a geração de caixa livre, a restrição de novos investimentos e a redução de custos e da alavancagem financeira, considerando o desafiador cenário global do aço”. Os destaques da empresa em 2015, segundo ele, foram o início da operação da planta de perfis estruturais no México, em junho de 2015, e a construção da aciaria na Argentina, que deve entrar em operação no final de 2016, além da instalação do laminador de chapas grossas na usina de Ouro Branco (MG), que iniciou operação em julho de 2015.

Os investimentos em ativo imobilizado no ano totalizaram R$ 2,3 bilhões, influenciados pela desvalorização do real, já que parte dos investimentos estão atrelados ao dólar norte-americano. Para 2016, os investimentos vão priorizar a manutenção das plantas industriais existentes.