10/03/2021
EXPLORAÇÃO MINERAL

Investimentos de US$ 8,3 bilhões em 2020

Mesmo numa situação de pandemia, os investimentos em exploração mundial, em nível global, tiveram uma queda de apenas 11% em 2020, alcançando US$ 8,3 bilhões, de acordo com o levantamento da S&P Global, que abrangeu 1.762 companhias mineradoras nas diversas partes do mundo. Apesar da queda, o valor é 19% superior ao que foi desembolsado em 2016, como aponta Mark Fergusson, diretor de Metals & Mining Research da consultoria, que participou de um painel no PDAC 2021, que se realiza em Toronto de 8 a 11 de março. A maior parte dos investimentos visavam ouro (52%), cobre (21%) e chumbo-zinco (5%). Em termos de países, quem mais recebeu investimentos foram o Canadá (US$ 2.87 bilhões) e Austrália (US$ 1.67 bilhão). 

Segundo Fergusson, os metais que tiveram mais redução de investimentos em exploração foram o cobre (-24%) e zinco (-21%), enquanto o ouro teve aumento de 1%.  Em termos de países, o Peru puxou a queda, com menos 34%, seguido pelo Chile (menos 30%). Talvez devido às restrições da pandemia, os investimentos em grass roots tiveram uma participação de apenas 24% (a mais baixa porcentagem em todos os tempos), enquanto a exploração em torno dos sites em operação teve uma participação de 41%, historicamente a mais alta.  Na exploração grass roots, 56% dos desembolsos foi feito por majors companies. Mas o ano de 2020 foi favorável para as junior companies, que conseguiram levantar nada menos que US$ 11,2 bilhões, o valor mais alto desde 2012. 

Para 2021, as previsões são de que haja um aumento de 20% nos investimentos em exploração mineral, puxado pela recuperação econômica global. As previsões da S&P Global são de que o PIB mundial deverá crescer algo em torno de 5% e a China poderá ter um crescimento em torno de 7%.

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