11/10/2019
EQUINOX GOLD

Inauguradas novas operações da Aurizona

Ser a melhor mina de ouro do Brasil em termos de mineração responsável, com respeito ao meio ambiente e segurança operacional. Foi o que prometeu o CEO da Equinox Gold, Christian Milau, na cerimônia de inauguração, no dia 30 de setembro, das novas instalações do complexo de mineração da mina do Piaba, da Mineração Aurizona (controlada pela Equinox) localizada na microrregião do Gurupi, em Godofredo Viana, um pequeno município de 10.500 habitantes no estado do Maranhão. Milau comemorou o fato de a empresa ter completado 2.500 dias sem acidentes com afastamento.
 
Além de Christian Milau e outros membros do board da Equinox Gold, a cerimônia de inauguração contou com a presença do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, de outros membros do board da Equinox Gold, de César Torresini, vice-presidente de Operações da Mineração Aurizona, Clayton Silva, secretário de Infraestrutura do estado do Maranhão, Expedito Júnior, secretário-adjunto de Indústria, Comercio, Energia e Mineração do estado, João Luiz de Carvalho, vice-presidente da ABPM, Sissi Viana, prefeito de Godofredo Viana, Gilberto Braga, prefeito de Luis Domingues, Antonio Carlos Pereira, gerente da ANM no Maranhão, Paulo Henrique Soares, diretor de comunicação do Ibram e outras autoridades. 
 
O complexo da Aurizona, que é  primeiro empreendimento industrial para mineração de metálicos (ouro) instalado no estado do Maranhão, encontra-se em pleno ramp up (reiniciou produção em julho passado, tendo produzido 7 mil onças no primeiro mês de operação) e está capacitado a produzir 136 mil onças de ouro por ano, processando em torno de 260 mil toneladas/mês de minério  aurífero. Para 2019, a meta de produção deve ficar entre 75 e 90 mil onças de ouro. 
 
Segundo César Torresini, o empreendimento agora inaugurado, que demandou três anos de obras, “é um marco divisor na história da Aurizona, mantendo as melhores práticas ambientais e de segurança”. Ele também salientou a contribuição que o empreendimento está dando para o desenvolvimento da região, mencionando que, entre 2010 e 2016 – durante a primeira fase de operação da MASA -- o PIB local cresceu nada menos que 273%.  
 
Para realizar a expansão e melhorias na mina e planta da Aurizona, que teve sua vida útil ampliada em sete anos, a Equinox investiu cerca de R$ 600 milhões. Durante a fase de obras foram gerados 1.400 empregos diretos e 1.000 durante a fase operacional, sendo que 74% da mão de obra é do estado e 68% da região. Os impostos a serem gerados para o município (ISS) deverão somar R$ 5,7 milhões por ano e a estimativa de pagamento da CFEM, do qual 60% vai para o município,  durante o período de operação,  é de R$ 53,2 milhões. 
 
Em função dessa contribuição do projeto para a geração de emprego e renda, João Luiz de Carvalho, da ABPM, enfatizou a necessidade da parceria entre o setor público e privado, mencionando a importância da melhoria da infraestrutura, já que as estradas que dão acesso ao empreendimento estão em condições precárias de tráfego. Como resposta, o vice-governador anunciou, na cerimônia, a aprovação de uma verba de R$ 18 milhões para recuperação de um trecho da estrada e o início das obras ainda em outubro. Ele também reiterou que o governo garante segurança jurídica e política para o empreendimento da Equinox Gold e para outros investidores que pretendam se instalar no estado e que respeitem a legislação ambiental, gerem empregos e paguem impostos, como a MASA.
 
Já o representante do Ibram, Paulo Henrique Soares, lembrando que os acidentes com barragens de rejeito obrigaram a mineração a se tornar mais sustentável, disse que a atividade mineradora ocupa apenas 0,6% do território, que pode transformar o País com desenvolvimento e que a MASA é um exemplo neste sentido.
 
Antonio Carlos Pereira, da ANM, afirmou que vê com alegria a transformação de uma zona onde antes predominava o garimpo num empreendimento industrial, com práticas sustentáveis de extração e perspectiva de crescimento. 
 
A história da mina do Piaba data da década de 1970, quando foram iniciadas as primeiras pesquisas minerais na região. Em 2010 a mina iniciou seu primeiro ciclo produtivo, que foi suspenso temporariamente em 2015, por motivos de aprimoramento técnico no processo de produção. Em 2017 o grupo canadense Equinox Gold considerou que já tinha suficientes conhecimentos e recursos necessários para a retomada das atividades da Mineração Aurizona, o que levou ao investimento de R$ 600 milhões ao longo dos últimos três anos. 
 
Para contar essa nova fase da Mineração Aurizona e os planos da Equinox Gold no País, a revista Brasil Mineral está preparando uma matéria especial para publicação na edição de outubro.