06/02/2020
PRODUÇÃO MINERAL

Ibram vê aumento, IBGE queda

A Fundação IBGE divulgou que a indústria extrativa mineral registrou queda de 9,7%em 2019 e contribuiu para a retração de 1,1% do desempenho da produção industrial brasileira. Já o Ibram apresentou outros resultados – por causa de metodologia diferenciada em relação ao IBGE – e a produção mineral cresceu 11%, com a exclusão dos segmentos de petróleo e gás. 
 
O Ibram afirma que utiliza a metodologia conhecida como Produção Mineral Brasileira (PMB) que leva em consideração o volume de produção dos bens minerais produzidos em território brasileiro, preços praticados no mercado nacional e internacional, e também o comércio exterior do setor de mineração. A PMB do Ibram desconsidera os setores de óleo e gás. Com isto, pelos cálculos do instituto, a produção mineral cresceu 11% (em dólar) no último ano, o que reflete o resultado de US$ 38 bilhões em 2019 ante US$ 34 bilhões em 2018. O desempenho foi alavancado pelo incremento do preço médio do minério de ferro, leve recuperação do setor de agregados da construção, significativo aumento do volume de produção do manganês e variação cambial que favoreceu exportações. O preço médio do minério do ferro em 2018 foi de US$ 69/tonelada, e em 2019 foi de US$ 93/tonelada demonstrando como o principal produto mineral do Brasil tem forte influência na composição da PMB. O minério de ferro corresponde a 65% da PMB. Fontes do mercado financeiro indicam que o preço do minério de ferro tende a sofrer pequeno decréscimo em relação aos preços atuais, podendo girar em torno de US$ 80 a tonelada (fonte: Bradesco BBI).
 
O rompimento da barragem em Brumadinho (MG) ocasionou queda na produção de minério de ferro de 50 milhões de toneladas em 2019 em Minas Gerais. No ano anterior, a produção atingiu 450 milhões de toneladas. A arrecadação com a CFEM, royalty devido pela exploração mineral, passou dos R$ 3 bilhões em 2018 para R$ 4,5 bilhões em 2019.