25/07/2019
GOIÁS

Evento marca lançamento da Brasmin

O evento “Momento da Mineração”, realizado em Goiânia, no dia 24 de julho, marcou o lançamento do 7º. Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração e da BRASMIN – Feira da Indústria da Mineração, que acontecerão de 14 a 16 de julho de 2020, no Centro de Convenções de Goiânia. Organizados pela Proma e Brasil Mineral, os dois eventos já contam com o apoio da FIEG (Federação das Indústrias do Estado de Goiás), ABPM, Ibram, Abimaq, Anepac, Sindibrita, Nap Mineração e deverá também ter o apoio de outras entidades governamentais e do setor privado.  

Participaram do “Momento da Mineração, realizado na Casa da Indústria em Goiânia, o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal de Oliveira, o presidente do SGB-CPRM, Esteves Pedro Colnago, os diretores da Agência Nacional de Mineração, Tasso Mendonça Júnior e Tomás Paula Pessoa, o superintendente de Mineração do Estado de Goiás,Denilson Arruda, o presidente da ABPM, Luís Maurício Azevedo, o presidente da Casmin (Câmara Setorial da Mineração) da FIEG, Wilson Borges, e os empresários Luciano Borges (Mineração Serra Verde), Arão Portugal (Amarillo Gold), Luiz Antonio Vessani (Edem) e José Roberto Sevieri (diretor da Proma, que fez o lançamento da Brasmin). 

Na ocasião, o Secretário Alexandre Vidigal anunciou que o MME fará um convênio com o IPEA para levantamento de dados consolidados e mais confiáveis sobre o desempenho do setor de mineração. Disse, também, que pretende criar mecanismos de incentivo, através do BNDES, para que o setor, principalmente as empresas de mineração de médio e pequeno porte, possam desenvolver tecnologias que permitam agregar mais valor aos produtos minerais. Além disso, ele afirmou  que a SGM vai atuar na mediação de conflitos enfrentados pelo setor empresarial de mineração.  

O presidente do SGB-CPRM, Esteves Colnago, depois de lembrar que a entidade está completando 50 anos em agosto de 2019, afirmou que um dos programas prioritários do SGB é desenvolver projetos para atração de investimentos, informando que existem atualmente 30 projetos que poderão ser repassados à iniciativa privada, começando pelo projeto de Polimetálicos de Palmeirópolis (TO), cujo edital de licitação já foi publicado. Também estão na fila o cobre de Bom Jardim, o níquel de Morro do Engenho e o níquel de Santa Fé. 

Denilson Arruda, que representou no evento o governador Ronaldo Caiado, disse que o governo goiano está preocupado com o setor mineral, mencionando a lei que autoriza a Sama a retomar a produção de amianto em Minaçu deverá ser regulamentada “o mais rapidamente possível”. Ele acrescentou que o governo de Goiás quer resolver os problemas envolvendo o licenciamento de projetos de mineração no Estado e para isto está criando um grupo de trabalho para tratar da questão.  Por fim, Denilson Arruda informou que está sendo normalizado o Funmineral, que é um mecanismo de financiamento para o setor mineral em Goiás. 

Representando a ANM, Tasso Mendonça e Tomás Paula Pessoa afirmaram que a agência está trabalhando na construção de suas bases e fazendo uma revisão dos atos normativos, mantendo foco “naquilo que precisa ser regulado”. Eles mostraram que, das 9.577 minas em atividade no País, 990 são de médio porte, 2.765 são de pequeno porte e 5.682 são micro e que o valor total de produção mineral das médias e pequenas empresas de mineração no País está em torno de R$ 20 bilhões. 

Wilson Borges, da Casmin, afirmou que o setor mineral em Goiás deverá gerar, nos próximos três anos, valores da ordem de R$ 30 bilhões e que hoje responde por 175 mil empregos, com investimentos previstos de US$ 1,263 bilhão até 2022. Além disso, responde por cerca de 20% das exportações do estado. E criticou os atrasos e entraves nos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos. 

O empresário Luís Azevedo, presidente da ABPM, lamentou que a mineração brasileira seja lembrada hoje por dois acidentes que não foram responsabilidade das médias e pequenas empresas. E criticou que o Brasil esteja atrás, em termos de competitividade e atração de investimentos, de países como Peru e Chile, na América Latina e que não tenha políticas consistentes como Canadá e Austrália, países onde o setor mineral é mais apoiado e tem mais representatividade. 

Luciano Borges, da Mineração Serra Verde, disse que a empresa já investiu mais de US$ 100 milhões no projeto Terras Raras que a empresa implanta no município de Minaçu e que deverá investir mais US$ 150 milhões na instalação do empreendimento. Segundo ele, em Minaçu a empresa tem o maior depósito de Terras Raras em argilas iônicas do Hemisfério Ocidental, com reservas certificadas de 911 milhões de toneladas. 

Arão Portugal, da Amarillo Gold, também criticou as dificuldades para o setor mineral brasileiro atrair investimentos, apontando o excesso de leis como um dos entraves. E falou da importância do projeto que sua empresa planeja construir em Mara Rosa (GO), cidade com apenas 10 mil habitantes. O projeto já recebeu a Licença Prévia e aguarda a Licença de Instalação, com perspectiva de começar a construir em 2020. 

Luiz Vessani, da Edem, apontou o gargalo logístico como um dos principais obstáculos para o escoamento da produção mineral em Goiás, citando o caso de sua empresa, que hoje tem um custo de transporte de US$ 35 dólares/tonelada para um minério que é vendido a US$ 25 dólares a tonelada. E reivindicou a instalação de bitola larga na Ferrovia Norte-Sul a partir de Anápolis, o que permitiria aumentar a velocidade de transporte, hoje em torno de 10,6 km/hora. 

José Roberto Sevieri, da Proma, explicou os objetivos da Brasmin e do 7º. Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração e por que Goiânia foi a cidade escolhida para sediar ambos eventos. “O estado de Goiás é um importante pólo de desenvolvimento da mineração e geograficamente está no centro do País”.

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