17/10/2019
COBRE

Ero Copper aumenta em 106% as reservas

A Ero Copper Corp lançou a estimativa mineral de reservas e recursos de acordo com a Norma 43-101, atualizada em 2019, juntamente com a projeção atualizada da vida útil da mina (LOM), do capital e dos custos operacionais para um plano flexível e em diversas fases, com o intuito de devolver à Usina Caraíba a capacidade original do projeto, de 5,5 milhões de toneladas anuais no Vale do Curaçá (BA).

Entre os destaques está um crescimento de 106% nas reservas minerais provadas e prováveis para aproximadamente 38 milhões de toneladas (contendo 436 mil toneladas de cobre); um aumento de 69% nos recursos minerais medidos e indicados para aproximadamente 72 milhões de toneladas (contendo aproximadamente 894 mil toneladas de cobre), Plano de produção da LOM atualizado, aumentando a produção de cobre em aproximadamente 140 mil toneladas de cobre. O plano prevê uma expansão de baixo custo e em várias etapas da usina para retornar à sua capacidade original de projeto de 5,5 milhões de toneladas por ano, com uma estimativa preliminar de investimento de US$ 63 milhões.

“Estamos muito satisfeitos com a estimativa atualizada de recursos e reservas minerais de 2019. Desde a aquisição das operações no Vale de Curaçá, em 2016, continuamos a crescer significativamente recursos e reservas minerais anualmente. Incluindo o esgotamento das minas, adicionamos mais de 500 mil toneladas de cobre contido à nossa base de recursos medidos e indicados desde 2017. Além disso, nosso plano atualizado da LOM continua a aumentar o perfil da produção de cobre em relação ao ano anterior”, disse o presidente e CEO da Ero Copper, David Strang.

40 anos de operação da Mineração Caraíba

A Mineração Caraíba está completando, neste mês de outubro, 40 anos de operação. A empresa, que até há alguns anos era o único produtor nacional de cobre, começou a operar sua primeira mina em 1979, no distrito de Pilar, município de Jaguarari, em pleno semi-árido do sertão da Bahia.

Fundada pelo empresário conhecido como Baby Pignatari, em 1969 (a empresa também completa 50 anos de fundação), a então Caraíba Metais passou ao controle do BNDES em 1974, que financiou a implantação da unidade de metalurgia, em Camaçari (BA) e de uma mina a céu aberto e outra subterrânea em Pilar.

Em 1988, no programa de privatização do governo Sarney, a Caraíba Metais foi transferida para a iniciativa privada e a mineração ficou separada, dando origem à Mineração Caraíba, que também entrou no programa de privatização em 1994.

Com o esgotamento das reservas, a mina a céu aberto encerrou suas atividades e a lavra continuou na mina subterrânea, que havia iniciado operação em 1986 e depois em pequenas cavas a céu aberto. Em 2016, a mina subterrânea de Pilar foi inundada, obrigando a paralisação das atividades de lavra por vários meses. Durante quase todo aquele ano, a empresa desenvolveu esforços para fazer o esgotamento da mina e retomar a produção, em situação financeira extremamente difícil.

Em dezembro de 2016 a canadense Ero Copper assumiu a Mineração Caraíba e negociou as dívidas. Logo em seguida retomou as operações e iniciou um amplo programa de pesquisa no Vale do Curaçá, que levou à implantação da mina de Vermelhos, que hoje contribui com metade da produção de cobre da empresa.

Atualmente, além de continuar com seu programa de exploração mineral na região (com 27 sondas em atividade, equipe de 40 geólogos e investimentos da ordem de US$ 20 milhões por ano), a empresa está empenhada num plano de melhoria dos seus processos e aumento da capacidade que envolve investimentos estimados em cerca de US$ 330 milhões até 2023.

Para contar a história da Mineração Caraíba e mostrar a nova realidade da empresa, bem como seus planos de crescimento, a revista Brasil Mineral está preparando uma matéria especial a ser publicada na edição de outubro.

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