10/02/2021
ROCHAS ORNAMENTAIS

Empresas prevêem crescimento em 2021

Segundo levantamento realizado pelo Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) e Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (Sindirochas), entre os dias 22 e 30 de janeiro de 2021, 75% das empresas do setor preveem um crescimento neste ano em relação a 2020. A expectativa é reforçada por 69% das empresas participantes da pesquisa indicarem investimentos ao longo de 2021. 

Os investimentos previstos serão aplicados em equipamentos para beneficiamento (42%), qualificação de mão-de-obra (25%), instalações físicas (25%), software de gestão (14%) e em equipamentos para pedreiras (11%). A maioria das empresas (48%) prevê alta nas vendas entre 11% e 25%, enquanto 25% acreditam que será um ano de estabilidade. Para 13% das empresas do setor, o ano será de crescimento de 10% nos negócios e 2% dos participantes possuem expectativas de altas superiores a 50% no volume de vendas em relação a 2020. O levantamento aconteceu via formulário eletrônico, com participação de empresas localizadas no Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Ceará, e atuação simultânea nos mercados interno e externo (67%), apenas mercado interno (19%) e somente no mercado externo (13%).

A maioria das empresas do setor de rochas ornamentais (62%) têm expectativa de aumento de quadro de pessoal no primeiro semestre do ano. Outros 38% indicaram um cenário de estabilidade no quadro de pessoal. Com relação ao final de 2020, 46% acreditam em estabilidade no número de funcionários quando comparado com o início do ano, enquanto 29% indicaram aumento no quadro ao final do ano e 25% fecharam o período com queda.

Entre as companhias que atuam no mercado nacional e exterior, a percepção foi de que, quando comparado 2020 com 2019, o mercado interno cresceu para 80%, ficou estável para 11% e caiu para 9%. Já estas mesmas empresas, quando avaliaram a realidade do mercado externo na mesma base de comparação, indicaram que houve crescimento (57%), ficou estável (34%) e apresentou queda (9%).

Cerca de 50% das empresas acreditam que enfrentarão problemas na produção em 2021. A falta de matéria-prima (23%) foi a principal dificuldade apontada, seguida pela ausência de insumos (19%) e de capacidade instalada (19%), falta de mão-de-obra qualificada (12%), de capital de giro (6%) e outras dificuldades (10%). 

Em relação aos negócios obtidos em 2020 na comparação com 2019, 56% das empresas apontaram alta, 29% estabilidade e 15% registraram queda. Com relação à expectativa existente no início da pandemia, 81% indicaram terem sido surpreendidas com crescimento no volume de negócios em 2020. Para 12%, o resultado no final do ano ficou dentro do esperado e apenas 8% apontou ter vivido uma realidade pior do que aquela imaginada nos primeiros momentos da pandemia.

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