14/10/2019
OURO

Custos em alta pelo 3º ano consecutivo

Segundo o S&P Global Market Intelligence, o custo médio AISC para minas primárias de ouro cresceu 2,5% em 2018, por causa de um aumento de 4,3% no total de custos de minas – o 3º ano seguido de custos em elevação. Os custos foram impulsionados principalmente pelo aumento de combustíveis, eletricidade, entre outros. 
 
A expectativa é que o AISC caia 8% em 2019 na comparação com o último ano, pelo enfraquecimento da moeda local em relação ao dólar americano, declínio nos custos de diesel, redução dos gastos com investimentos sustentáveis e aumento dos créditos de subprodutos. Os custos de combustível, um componente importante dos custos de mineração em minas a céu aberto e minas que dependem da geração de energia diesel no local, aumentaram 21,8%. Esse aumento foi atribuído ao contínuo fortalecimento dos preços do diesel, alimentado pela recuperação dos preços do petróleo. O benchmark Brent cresceu1% ano ao ano para uma média de US$ 70,90 por barril, continuando uma recuperação após quatro anos de queda consecutiva nos preços do petróleo de 2013 a 2016. 
 
Os maiores aumentos foram verificados no México e na Rússia, com crescimento de 26,3% e 19,8%, respectivamente, em dólar. Os custos de eletricidade cresceram 10,4% devido aos preços mais altos da eletricidade nos principais países produtores de ouro. Os preços da eletricidade subiram 5,3% na África do Sul, pois o principal fornecedor de eletricidade do país, Eskom, lutava para atender à demanda. A Austrália também sofreu um apagão durante o ano devido ao envelhecimento das usinas de carvão.
 
O AISC vem caindo 8% este ano em razão da queda da moeda local, preços mais baixos do diesel, declínio do capex de sustentação e aumento dos créditos de subprodutos. A média acumulada do ano de 2019 do petróleo Brent também caiu 7% em comparação com o ano de 2018, o que levará a custos mais baixos de combustível. É esperado que os créditos de subprodutos cresçam 10% ano a ano em 2019, com crescimento de 20% e 2% na produção de prata e cobre, respectivamente, apesar das previsões de preço moderadas para os dois metais no ano. As principais empresas produtoras de ouro emitiram orientações para investimentos mais baixos em 2019 em comparação com 2018. A Gold Fields Ltd. planeja gastar 6% menos, a Newcrest Mining Ltd. 16% menos e a AngloGold Ashanti entre 2% e 9% menos.