05/03/2020
METAIS

CSIRO realiza pesquisa em crostas de manganês

A CSIRO realizou estudo na região sul de Pilbara, na Austrália Ocidental, e usou novos avanços na análise de amostras para exibir como as crostas azuis metálicas, conhecidas como crostas de manganês, têm assinaturas únicas de zinco que indicam a presença de outros metais comuns na área circundante.

As crostas de manganês também são encontradas em vernizes de rochas e cavernas, tornando-os uma ferramenta de exploração facilmente acessível para metais comuns, incluindo níquel e cobalto, que apoiarão a transição para um futuro de baixas emissões. "Os exploradores australianos precisam de técnicas novas e econômicas para encontrar a próxima geração de depósitos abaixo da superfície", disse Dr. Sam Spinks, principal cientista da pesquisa. 

Ele disse ainda que as novas ferramentas e processos de exploração inovadores da CSIRO estão ajudando a enfrentar o desafio global de energia e recursos sustentáveis. "À medida que o mundo passa para um futuro de baixas emissões, é necessário mais níquel e cobalto para a fabricação de veículos elétricos e baterias para armazenar energia renovável. Mostramos que a análise de isótopos de zinco encontrados em crostas de manganês tem um enorme potencial a ser usado para explorar esses depósitos de metais e outros". 

O CSIRO analisou montes de cupins e solos próximos a um depósito de zinco-chumbo-prata e comparou os dados à amostras colhidas de outros lugares. "O zinco é comumente encontrado na maioria dos depósitos de metais comuns e, com o tempo, é liberado e acaba em uma variedade de materiais naturais, como solos, cupins e vegetação", disse Spinks. Ele é alterado à medida que se move do depósito de metal para a superfície, o que tradicionalmente o tornou não confiável como ferramenta de exploração, mas conseguimos aplicar avanços recentes na análise de dados para entendê-lo com mais detalhes, disse o pesquisador. 

Segundo Spinks, a nova pesquisa mostra que agora é possível medir variações de zinco, ou isótopos, com tamanha precisão para identificar qual depósito de metal está no subsolo. Os montes de cupins já estão sendo usados na exploração australiana, após uma pesquisa anterior do CSIRO que descobriu que os cupins trazem pequenas partículas de um depósito de minério e as armazenam em seu monte. "As empresas de exploração australianas têm analisado amostras de cupins na exploração de ouro nos últimos anos; agora o zinco oferece outra técnica para uso em ambientes mais amplos e para encontrar uma variedade de metais", disse a líder do grupo de pesquisa do CSIRO, Dra. Yulia Uvarova. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Chemical Geology e estão disponíveis para os parceiros da CSIRO usarem na exploração.

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