25/02/2021
CSN MINERAÇÃO

Comemorando receita recorde em 2020

Depois de obter êxito em seu IPO, em meados de fevereiro, com uma captação primária de R$ 1,3 bilhão, a CSN Mineração está comemorando bons resultados em 2020, já que fechou o ano com uma receita recorde de R$ 12,7 bilhões e um Ebitda de R$ 8,1 bilhões, com margem de 70%. O bom resultado permitiu à empresa pagar generosos dividendos em 2020, que somaram R$ 3,8 bilhões, correspondentes a cerca de 95% do lucro líquido. O compromisso da empresa com o mercado é distribuir entre 80 e 100% do lucro líquido, na forma de dividendos e juros sobre capital, se possível trimestralmente. As vendas de minério de ferro totalizaram 31,156 milhões t no ano, uma redução de 16% em relação a 2019, que foi compensada com o aumento na receita, em função dos melhores preços. 

Segundo Pedro Oliva, CFO e diretor executivo de Relações com Investidores da CSN, os projetos de expansão estão avançando conforme o cronograma. “A planta principal da Fase 1, a P15, já está licenciada, com a terraplenagem bastante avançada e a compra do primeiro pacote de equipamentos, depois da equalização técnica das propostas, já se encontra em negociação comercial”. Para mais detalhes sobre os projetos da CSN veja www.brasilmineral.com.br/revista/406

O cash-cost do minério de ferro, em 2020, ficou em US$ 16,50/t e a meta da empresa é que em 2021 esse custo caia para US$ 16,00/t. O volume de vendas projetado para este ano é de 38-40 milhões t. 

O executivo também informou que a empresa avançou em seu grande diferencial no setor de mineração, que é sua independência de barragens de rejeitos. “Conseguimos descaracterizar a primeira barragem, a B5, e já concluímos os trabalhos técnicos de descaracterização da segunda barragem, que é a do Vigia. Os documentos já foram protocolados na ANM e estão em análise”. Ele acrescenta que a empresa conseguiu reduzir em 32% o consumo de água no processo de beneficiamento e continuou a preservar e proteger mais de 4 mil hectares de áreas em grande parte de Mata Atlântica, além de alcançar 100% da utilização de energia renovável em 2020. 

De acordo com o CEO da CSN, Benjamin Steinbruch, além de dobrar a sua capacidade de produção nos próximos quatro anos, a empresa deve aumentar a compra de minério no mercado, para aumentar seu volume de comercialização e está analisando possíveis oportunidades de aquisição ou associação com outros players. Ele informou que atualmente a CSN compra no mercado cerca de 8 milhões de toneladas/ano e quer aumentar bastante esse número. “Vemos oportunidades no mercado e queremos explorar, em paralelo ao crescimento orgânico, porém sem comprometer nossa estratégia de desalavancagem. Em fato relevante ao mercado, a CSN comprometeu-se a manter uma relação dívida líquida/Ebitda de no máximo 1x.