05/03/2020
FINANCIAMENTO

BNDES estuda fundo para projetos de mineração

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) discute a possibilidade de criação de um fundo para financiamento de longo prazo de projetos de exploração mineral e desenvolvimento de empreendimentos mineiros. O anúncio da iniciativa foi feito por Pedro Paulo Dias Mesquita, representante do banco, durante o Brazilian Mining Day, em Toronto.

Ele disse, em sua apresentação, que o BNDES poderia, participar com até 25% no empreendimento, mas não afirmou o montante que estará disponível para essa finalidade. Estima-se que poderão ser disponibilizados até US$ 100 milhões.

Pedro Paulo considera que o momento é oportuno para o lançamento desse tipo de fundo, pois com a queda na taxa de juros no mercado brasileiro os investidores estão buscando alternativas para aplicar seus recursos e se mostram mais dispostos a aceitar riscos. “Esta é uma maneira de atrair novos investidores e reforçar o private equity e venture capital no setor mineral”, afirmou.

Ele mencionou exemplos bem sucedidos de atuação do banco em financiamentos para  o setor, como o programa de pesquisa de cobre em Carajás, com a Docegeo (antiga subsidiária da Vale na área de exploração mineral), em que o BNDES investiu cerca de US$ 20 milhões no período 1972-1975, obtendo em contrapartida participação nos resultados quando os projetos entraram em operação. E, mais recentemente, em 2018, teve o financiamento para a Mineração Maracás, que explora vanádio na Bahia, onde o banco tem participação de 24% nas receitas. O empreendimento foi totalmente financiado pelo BNDES.

O novo fundo deverá financiar tanto projetos de grande porte quanto ofertar empréstimos garantidos para junior companies.  A expectativa é que a iniciativa consiga aumentar os recursos disponíveis para projetos de mineração, impulsionando o desenvolvimento do setor, com os benefícios socioeconômicos decorrentes. Nessa linha, o executivo do BNDES citou o papel positivo que teve o projeto S11D sobre Canaã dos Carajás, onde foram criados 4 vezes mais empregos em 2015 (comparativamente com 2010) e houve um incremento de 46% nos salários.

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