08/07/2020
INVESTIMENTOS

Aura Minerals abre caminho na B3

Apesar de ter registrado uma baixa de 6,12% em seus papéis (Brazilian Depositary Receipts) em seu primeiro dia de negociação na B3, a Aura Minerals abriu caminho para que outras empresas mineradoras façam IPO (Initial Public Offer) na bolsa brasileira, onde as companhias de mineração listadas estão praticamente ausentes. 

A Aura Minerals, que também é listada na bolsa de Toronto, no Canadá, fez a sua oferta (restrita a investidores institucionais) na B3 na semana passada, numa operação que movimentou pouco mais de R$ 790 milhões. 

Atualmente, a companhia mantém operações de mineração no Brasil (Ernesto Pau a Pique), México (Aranzazu) e Honduras (San Andrés), tendo registrado uma receita líquida de US$ 226,2 milhões em 2019, com um aumento importante em relação a 2018, quando havia obtido uma receita de US$ 157,7 milhões, o que foi possibilitado principalmente pelo aumento da produção no México e retomada da operação em San Andrés, que estava paralisada. 

No Brasil, a Aura Minerals tem em seu portfólio de investimentos a ampliação da capacidade de produção em Ernesto Pau a Pique e os projetos greenfield Almas e Matupá, todos para produção de ouro. A empresa possui também a mina São Francisco, no Mato Grosso, paralisada desde 2016, cuja possibilidade de retomada está sendo estudada. Para o projeto Almas, a empresa espera concluir o estudo de viabilidade no segundo semestre de 2020, podendo iniciar a construção em 2021 e tornar a operação comercial em 2022. Quanto a Matupá, continuam os trabalhos de exploração geológica. Atualmente existem reservas, medidas e indicadas, de 332.400 onças de ouro e evidências de um potencial pórfiro de cobre. Fora do Brasil, a Aura Minerals tem ainda o projeto Tolda Fria, na Colômbia, onde há recursos inferidos de 947 mil onças de ouro.