16/09/2020
NÍQUEL

Atlantic Nickel vai ampliar mina Santa Rita

A Atlantic Nickel lançou um Plano de Avaliação Econômica Preliminar (PEA) – ainda em fase conceitual – que amplia de oito para 34 anos as operações da Mina Santa Rita, localizada em Itagibá (BA). O anúncio é um marco para a companhia, pois a consolida como uma das principais fornecedoras de níquel sulfetado do mercado mundial e a única atualmente em operação na América Latina. "Esse novo plano econômico eleva a Atlantic Nickel para um novo patamar internacional, com uma operação cada vez mais sustentável. Com menos emissão de carbono, mais segura e responsável e com um produto de excelente qualidade para atender à demanda não só de baterias elétricas, mas ao amplo mercado de eletrificação", afirma Paulo Castellari, CEO do grupo Appian no Brasil, detentor da Atlantic Nickel.

O novo PAE indica potencial de exploração subterrânea por 26 anos, divulgado pela Appian em maio passado, o que ampliaria o total para 34 anos (8 anos de mina a céu aberto + 26 anos de mina subterrânea). A operação em santa Rita seria dividida em duas etapas. Inicialmente, a Atlantic Nickel irá manter exclusivamente a exploração da mina a céu aberto até 2028, período em que a companhia avançaria na sua capacidade de produção, estimada entre 20 e 25 mil toneladas anuais de níquel contido no concentrado. 

Já na segunda etapa é prevista a implantação de uma mina subterrânea com capacidade de exploração por mais 26 anos. De acordo com o PAE, cerca de US$ 355 milhões devem ser investidos nos primeiros cinco anos. Estudos de sondagem da Atlantic Nickel confirmam recursos minerais de 134 milhões de toneladas de níquel para essa mina subterrânea – entre recursos indicados e inferidos – com um alto teor de níquel (0,54%). Nessa fase, a empresa elevaria sua capacidade de produção para 40/45 mil toneladas anuais de níquel contido no concentrado. 

A Atlantic Nickel estima iniciar a instalação da mina subterrânea em 2026, para dar início à operação dois anos depois. Após conclusão da fase conceitual do PAE, o Grupo Appian segue com a realização de furos de sondagem e com estudos de engenharia mais elaborados para avançar nos dados da viabilidade econômica da mina subterrânea. "Estimamos que haverá um déficit de níquel nos próximos cinco a 10 anos em razão do aumento da demanda por causa do mercado de eletrificação. E estamos otimistas com a possibilidade de operar pelos próximos 34 anos, atendendo a essa demanda e continuando contribuindo com as comunidades do sul da Bahia,", ressalta Paulo Castellari.