23/01/2020
GARIMPO

Atividade ilegal no Madeira cresce

Apesar de proibida, a garimpagem de ouro em área de Proteção Ambiental (APA) às margens e no leito do rio Madeira, em Rondônia, cresceu em 2019. As invasões comandadas por garimpeiros bateram recordes, porém os números ainda não foram divulgados pela Secretaria do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) nem por cooperativas que tiveram seus cooperados presos pela Policia Federal através de operações. Somente na APA Rio Madeira, a montante da ponte sobre o Rio Madeira, pelo menos 30 dragas foram apreendidas e 60 garimpeiros presos pelo Batalhão Ambiental durante Operação da Polícia Federal. Porém, segundo dados de Organizações Não-Governamentais (ONGs), ‘a maioria pagou fiança e logo foram soltos’.
 
A exploração de ouro na APA Rio Madeira foi proibida no governo Oswaldo Piana, quando as extrações ilegais atingiram níveis alarmantes e puseram em risco a segurança da navegação na região. Entre outras preocupações estavam também o elevado numero de mortes entre garimpeiros e a poluição do Rio Madeira por metais pesados, entre os quais o mercúrio. Já na gestão de Ivo Cassol e Confúcio Aires Moura os garimpos ilegais atingiram o ‘boom’ das extrações, não só ao longo do Rio Madeira, mas em todo o Estado, como nos rios Machado, Roosevelt e na Floresta Nacional Bom Futuro, onde os garimpos de cassiterita funcionaram sem controle, atestou ex-dirigente de uma cooperativa local.

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