09/04/2020
CIMENTO

Ano começa com queda nas vendas

Segundo o Sindicato nacional da Indústria do Cimento (SNIC), a venda de cimento somou 4,1 milhões de toneladas em março de 2020, uma queda de 0,5% sobre fevereiro deste ano. No primeiro trimestre as vendas totalizaram 12,6 milhões de toneladas, 0,3% inferior na comparação com os mesmos três meses de 2019. As vendas de cimento no primeiro bimestre foram afetadas pelas fortes chuvas que atingiram o Sudeste e Nordeste, com mais força em São Paulo e Minas Gerais, regiões com alto consumo de cimento. Apesar da queda, observou-se um represamento das compras nos diferentes consumidores do produto, como construtoras, autoconstrução e o segmento industrial. 

A partir da segunda metade do mês de março, houve forte retração no consumo, causada, principalmente, pelas restrições de circulação e na abertura de lojas de materiais de construção, além da redução no ritmo das obras por conta da limitação do transporte público, de comércios e serviços de suporte próximos às construções. 

Em março, as vendas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul registraram retração de 9,2%, 2,6%, 4,8% e 4,3%, respectivamente. Por outro lado, na região Sudeste houve aumento de 4,6%, fortemente impulsionado por edificações residenciais que vêm sendo o grande vetor de consumo da indústria do cimento desde 2019. "A Indústria do cimento está focada em três prioridades: assegurar a saúde e segurança de seu trabalhador e daqueles que integram a cadeia produtiva da atividade; garantir o fornecimento do produto cimento diante da demanda do País e da construção civil e a manutenção das atividades da indústria como forma de geração de emprego, renda e desenvolvimento do País", disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC. 

O setor fechou 2019 com um crescimento de 3,5%, após quatro anos consecutivos de déficit (2015 a 2018). No entanto, há de se ponderar que este aumento se deu em comparação ao fraco ano de 2018, o pior volume de vendas da série histórica de quatro anos de queda. A expectativa para 2020, até março, era de um cenário promissor, devido a indicadores macroeconômicos, o movimento do setor imobiliário, expansão em diversas regiões do País, e o aumento da massa salarial, que davam sinais de que a tendência de crescimento se manteria, permitindo assim uma projeção do SNIC acima de 3% no consumo para este ano. Entretanto, a pandemia COVID-19 e as medidas de distanciamento social e de fortes medidas de restrição de comercialização de materiais de construção por parte dos estados afetaram o desenvolvimento da atividade da construção civil e, consequentemente, a indústria do cimento. 

Do ponto de vista do setor, prevendo uma queda ainda mais acentuada para os próximos meses a indústria do cimento tem estudado e desenvolve planos de contingência para a minimização de impactos na cadeia produtora. Entre elas, estão: Aumento e incremento nas orientações preventivas e nos treinamentos de cuidados sanitários, saúde e bem estar dos trabalhadores e seus familiares; Ampliação das ações de comunicação dirigida a todos os integrantes da cadeia produtiva da indústria do cimento, com foco na prevenção sanitária do coronavirus; Antecipação da manutenção preventiva para o período de combate ao coronavírus, o que vai permitir uma retomada ainda mais forte, pós crise; Manutenção dos postos de trabalho, implementando as medidas adotadas pelo Governo, férias coletivas e banco de horas, entre outras alternativas; e Aceleração de programas de inovação, qualidade e produtividade da indústria do cimento, com ênfase em combustíveis alternativos e coprocessamento.

Veja também

10/09/2020
CIMENTO | Vendas crescem 13% em agosto
11/08/2020
CIMENTO | Vendas internas crescem 18,9%
08/07/2020
CIMENTO | Vendas crescem 3,6% no semestre
14/05/2020
CIMENTO | Vendas caem 6,9% em abril
19/02/2020
CIMENTO | Chuvas fortes impactam vendas
19/02/2020
CIMENTO | Nova fábrica da CSN em Sergipe
16/01/2020
CIMENTO | Vendas crescem 3,5% em 2019