28/07/2020
BARRAGENS

ANM interdita três estruturas em MT

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens de mineração Campos, Berion e Elvo-1, no último dia 23 de julho, no município de Pontes e Lacerda (MT), por risco iminente de rompimento. As barragens são todas da Cooperativa de Garimpeiros de Pontes e Lacerda (COMPEL) e tiveram ações emergenciais da agência, após a emissão e alerta pelo Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM). O empreendimento foi obrigado a realizar obras para a redução do risco de ruptura.

O primeiro alerta aconteceu dia 21 de julho, quando as barragens Campos e Berion entraram em nível 1 de emergência. As equipes de barragens da ANM de Brasília e Mato Grosso foram imediatamente ao local e encontraram diversas anomalias, como erosões, surgências nos taludes, trincas, abatimentos e borda livre deficiente. “Na Barragem Campos, o que mais chamou atenção e mereceu ação imediata foi uma linha de saturação no talude de jusante, que se estendia por cerca de 180 metros. A anomalia, se não tratada, fatalmente resultaria em rompimento da estrutura”, afirma o gerente de Segurança de Barragens da ANM, Luiz Paniago.

A vistoria de emergência Elvo-1 do mesmo projeto apresentou também anomalias significativas que elevaram sua classificação da categoria de risco da barragem para alta. Nas barragens Berion e Elvo-1, foram identificadas trincas profundas e erosões nos taludes de jusante, sendo que na Berion não havia borda livre operacional adequada.

A ANM determinou que fossem instaladas urgentemente bombas de alta performance para reduzir o nível de efluentes do reservatório, além de obras de reforço e adequação técnica de drenagem da estrutura, sob supervisão do responsável técnico habilitado. Além disso, a agência interditou uma frente de lavra do empreendimento, situada imediatamente a jusante da barragem Campos. “Os alertas do SIGBM nos ajudam a gerenciar as 94 barragens de mineração cadastradas no estado do Mato Grosso. Sem esse recurso tecnológico, dificilmente conseguiríamos chegar a tempo na estrutura e mitigar o risco e suas consequências”, explica o chefe do Serviço de Segurança de Barragens de Mineração da ANM no estado do Mato Grosso, Márcio Amorim.