07/06/2018
GRANDES MINERADORAS

Voltando a lucrar e a investir

As 40 maiores companhias mineradoras do mundo deverão melhorar sua performance em 2018. É o que afirmam analistas da pwc, no documento Mine 2018, lançado recentemente. Segundo eles, as projeções são baseadas na performance histórica do setor, em conjunto com estimativas de variáveis chaves, tais como preços, produção e custos. 
 
Em 2017, as 40 maiores mineradoras tiveram um aumento expressivo de receita, que passou de US$ 496 bilhões para US$ 600 bilhões, um aumento superior a 20%, que é explicado principalmente pela melhoria de preços de algumas commodities minerais e crescimento nos níveis de produção. Embora as despesas operacionais também tenham aumentado de US$ 390 bilhões (em 2016) para US$ 454 bilhões (2017), o Ebitda (ganhos antes dos juros, impostos, depreciação, amortização e impairments), passou de US$ 106 bilhões para US$ 146 bilhões, fazendo com que a margem Ebitda aumentasse de 21% para 24%, enquanto o lucro líquido totalizou US$ 61 bilhões, ou cerca de 10% da receita, contra US$ 19 bilhões em 2016, o que significa que o lucro líquido triplicou no ano passado. 
 
Os gastos de capital se mantiveram em um nível recorde, somando US$ 48 bilhões. “Em 2018, esperamos que as condições favoráveis de mercado, altos preços e forte disciplina interna vão gerar um aumento de liquidez e fortalecimento dos balanços. Isto motivará as 40 maiores companhias a reinvestir no negócio, buscando oportunidades de investimento ou crescimento, visando retorno para os acionistas”, afirmam os analistas da pwc.  Porém, eles alertam para o risco das companhias serem tentadas a adquirir ativos em produção a qualquer preço para atender à demanda crescente. “Em anos anteriores, muitos mineradores abandonaram a disciplina de capital para alcançar maiores níveis de produção e sofreram as consequências quando veio a retração. Embora esperemos um aumento dos gastos de capital nos próximos anos, acreditamos que as companhias implementarão estratégias de longo prazo e serão mais cuidadosas na alocação de capital”. 
 
Poucas estão no Brasil 
 
A lista das 40 maiores companhias mineradoras do mundo, por valor de mercado, é liderada pela BHP Billiton e entre as 10 primeiras figuram também Rio Tinto, Glencore, China Shenhua Energy Ltd., Vale, Norilsk, Anglo American, Freeport-McMoRan, Grupo México e Coal India Limited. 
 
Do total de 40 empresas atuam no Brasil apenas a BHP Billiton (sócia da Vale na Samarco), Rio Tinto (com atividades de exploração mineral), Vale (única brasileira no ranking, colocando-se em quinto lugar), Anglo American (produzindo níquel e minério de ferro), CMOC (com produção de fosfato e nióbio), Sumitomo Metal Mining (sócia da Usiminas na MUSA) e Mosaic (que adquiriu os ativos de fertilizantes da Vale).

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