28/09/2017
COMÉRCIO EXTERIOR

Siderurgia brasileira contra a Seção 232

Uma missão brasileira esteve nos Estados Unidos até o dia 27/9, em encontros com o Congresso norte-americano e entidades de classes de produtores e consumidores de aço daquele país. O objetivo da Missão foi o de informar que as exportações brasileiras de aço para o mercado norte-americano face às suas peculiaridades não deveriam ser enquadradas dentro do escopo da Seção 232 que trata da Segurança Nacional nos Estados Unidos.
 
Entre os motivos pelos quais os representantes brasileiros citam para as vendas externas de aço brasileiro não se enquadrarem na Seção 232, estão: cerca de 80% das exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos são de itens semi-acabados, utilizados como pré-materiais por produtores norte-americanos. As importações brasileiras complementam a produção siderúrgica dos Estados Unidos e ajudam a melhorar a competitividade em projetos de fabricação, agronegócios e infraestrutura. 
 
O Brasil já foi considerado fornecedor confiável para a Seção 232 e está preparado para cooperar com a indústria siderúrgica norte-americana e participar de uma solução importante para o excedente de produção. Além disso, os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil nos últimos dez anos, o que fez com que os dois países construíssem laços econômicos e políticos, aumentando a cooperação bilateral e gerando a criação empregos através do investimento e do comércio. No setor siderúrgico foram investidos mais de US$ 11 bilhões em instalações de produção nos Estados Unidos. 
 
Estiveram presentes representantes do MDIC e da embaixada brasileira em Washington, o Instituto Aço Brasil, Usiminas e representantes do Brazilian Industries Coalition- BIC.