22/06/2017
ENGENHARIA DE MINAS

Setor perde Francisco Sanz Esteban, o “Paco”

No dia 20 de junho, o setor mineral perdeu Francisco Sanz Esteban, ou “Paco”, como era conhecido por todos do setor. Espanhol naturalizado brasileiro, Paco teve atuação decisiva na viabilização da indústria brasileira de fertilizantes fosfatados e no crescimento da indústria de cimento no País.
 
Formado em Engenharia de Minas pela Escola Politécnica da USP, em 1960, ele iniciou sua carreira profissional (ainda como estagiário) nas minas de cobre de Camaquã (RS). Logo depois ingressou na Serrana (grupo Bunge), como engenheiro responsável pelos estudos de implantação da usina de Jacupiranga, empreendimento pioneiro no aproveitamento de rocha fosfática implantado no Brasil, tendo integrado a equipe dos professores Paulo Abib e Geraldo Melcher nas pesquisas da mina de fosfato e da tecnologia de concentração que permitiu implantar, no Brasil, o Programa de Produção de Concentrados de Rocha Fosfática. 
 
De 1968 a 1972 foi gerente geral do Parque Industrial de Jacupiranga, que incluía a indústria de fertilizantes e a fábrica de cimento. Depois desse ano, até 1980, foi gerente geral do Negócio Cimento. Na década de 1980 a 1990 foi presidente e gerente geral do setor minero-químico do grupo Bunge, que abrangia os negócios de Fertilizantes, Cimento e Comércio Internacional de Matérias Primas para a indústria de fertilizantes. 
 
Nesse período ele participou dos estudos e implantação da Arafértil, que na época tinha capacidade para produzir 600 mil t/ano de concentrado de apatita (rocha fosfática). 
 
A partir de 1990 passou a exercer a atividade no setor imobiliário do grupo Bunge, como presidente da Lubeca e da Austacem, mantendo-se na atividade até 1994. 
 
Voltou ao setor mineral a partir de 1994, integrando o grupo Votorantim, como diretor Corporativo da Votorantim Cimentos. 
 
Ele manteve intensa atividade nas entidades do setor, tendo sido presidente da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), contribuindo decisivamente para a modernização e profissionalização das duas entidades. Foi também presidente da Federação Interamericana de Cimento, que reúne todas as entidades produtoras de cimento da América e Península Ibérica, e instalou a secretaria da FICEM em Santiago, Chile. Foi conselheiro da ABNT e do IBRACON. Foi também diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). 

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