09/08/2017
GERDAU

Receita líquida cai 11% no trimestre

A Gerdau obteve receita líquida de R$ 9,2 bilhões no segundo trimestre de 2017, 11% inferior na comparação com o mesmo trimestre de 2016. A queda é explicada pelo efeito cambial no período sobre as unidades da siderúrgica no exterior e à venda das unidades de aços especiais na Espanha. No entanto, quando comparada com o primeiro trimestre de 2017, a receita líquida cresceu 8% pelos maiores volumes vendidos em quase todas as operações de negócio da empresa.
 
As vendas físicas da Gerdau no segundo trimestre somaram 3,7 milhões de toneladas, um recuo de 13% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Quando comparadas ao primeiro trimestre deste ano, as vendas aumentaram em 3%. A produção de aço, de 4,1 milhões de toneladas, seguiu o comportamento das vendas físicas: queda de 5% sobre o segundo trimestre do ano anterior e expansão de 2% na comparação com o primeiro trimestre. 
 
A geração de caixa operacional (Ebitda) consolidada ajustada chegou a R$ 1,1 bilhão entre abril e junho, 7% a menos quando comparado ao mesmo trimestre do exercício passado. Esta diminuição aconteceu em função do menor lucro bruto, parcialmente compensado pela redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas. Apesar de o Ebitda ter sido menor no período, a margem Ebitda aumentou de 11,7% para 12,2% na comparação dos dois trimestres. Quando comparado aos três meses iniciais de 2017, o Ebitda ajustado cresceu 31%, apresentando melhora em todas as operações. Os destaques foram a evolução de 54% no Ebitda da Operação Aços Especiais perante o primeiro trimestre (inclui usinas produtoras de aços especiais no Brasil, Estados Unidos e Índia), de 49% no Ebitda da Operação América do Norte (inclui usinas produtoras de aços longos no Canadá, Estados Unidos e México) e de 22% na Operação Brasil (não inclui unidades produtoras de aços especiais).
 
No segundo trimestre a Gerdau conseguiu também reverter o prejuízo ajustado de R$ 34 milhões gerado no primeiro trimestre, alcançando lucro líquido consolidado ajustado de R$ 147 milhões, o que se deve ao maior Ebitda gerado no período. "A melhora do nosso desempenho frente ao primeiro trimestre se deve à recuperação de nossos principais mercados e aos esforços de gestão que seguem em curso em todas as operações. No período analisado, conseguimos reverter o prejuízo, gerar fluxo de caixa livre positivo, reduzir despesas e manter estável o nível de endividamento. Ao longo dos próximos trimestres, continuaremos trabalhando para melhorar a nossa performance, buscando ampliar a rentabilidade e a geração de valor para nossos acionistas", afirma o diretor-presidente (CEO) André Gerdau Johannpeter.