27/03/2019
VALE

R$ 256 milhões para gestão de barragens

A Vale investiu R$ 12 bilhões em 2017 e R$ 14,5 bilhões no ano passado em manutenção, o que representam aumentos de 9% e 32%, respectivamente, na comparação aos R$ 11 bilhões aplicados em 2014. Os investimentos nas operações no Brasil somaram US$ 7,8 bilhões entre 2014 e 2018, o que significa aproximadamente 57% do total de US$ 13,7 bilhões em investimento corrente no período. Estes recursos foram aplicados em ações de manutenção das operações, inclusive na gestão de barragens. Em 2018, foram despendidos R$ 8,3 bilhões em custos e despesas com manutenção no Brasil, um crescimento de 62,4% com relação aos R$ 5,1 bilhões alocados em 2014. 
 
Os investimentos em gestão de barragens têm sido reforçados continuamente e devem atingir o patamar de R$ 256 milhões (cerca de US$ 70 milhões) em 2019, segundo orçamento aprovado pela companhia no último ano. Houve um crescimento de cerca de 180% com relação aos R$ 92 milhões (cerca de US$ 30 milhões) investidos em 2015. Entre 2016 e 2019 os investimentos alcançaram R$ 786 milhões (cerca de US$ 220 milhões), tendo sido aplicados em ações de manutenção e segurança de barragens como, por exemplo, serviços de manutenção, monitoramento, obras de melhorias, auditorias, análises de riscos, revisões dos Planos de Ação para Emergências de Barragens de Mineração (PAEBM), implantação de sistemas de alerta, vídeo monitoramento e instrumentação, tornando-se a categoria mais significativa com relação aos investimentos em pilhas de estéril e barragens de rejeito, representando mais de 30% do valor total investido.
 
Entre 2014 e 2016 a Vale executou e concluiu projetos de construção de barragens, como a Barragem Norte Brucutu (2015) e Forquilha V (2016) em Minas Gerais, e foi iniciada a construção da barragem de Maravilhas 3 em 2016. Com o aumento contínuo da parcela de produção a seco, de 45% em 2014 para 60% em 2018 e 70% em 2023, tendem a ser reduzidos concomitantemente os investimentos em novas barragens e alteamentos. 
 
Para o tratamento de rejeitos de processamento a úmido a vale calcula investir cerca de R$ 1,5 bilhão (em torno de US$ 390 milhões) a partir de 2020 na implementação de tecnologia de disposição de rejeito a seco (dry stacking). Esta iniciativa se agrega à aquisição da New Steel, por US$ 500 milhões, anunciada em 11 de dezembro de 2018, com tecnologias inovadoras de beneficiamento de minério de ferro a seco.
 
Os aportes em saúde e segurança do trabalho visaram especialmente à revitalização elétrica, revitalização estrutural e adequação operacional, sistemas de prevenção e combate a incêndio, além de outras ações visando à mitigação de riscos e conformidade com requisitos legais. No biênio 2014/2015, a Vale executou grandes projetos de revitalização elétrica e de combate a incêndio, além de ações de revitalização estrutural e, consequentemente, os investimentos em 2017 reduziram-se para R$ 479 milhões.
 
A Vale vem ampliando seus investimentos em projetos relacionados a Saúde e Segurança e em 2018 foram empregados R$ 673 milhões, um crescimento de 41% com relação ao ano de 2017. O orçamento de 2019, aprovado pelo Conselho de Administração em 2018, prevê um investimento ainda maior em saúde e segurança, um acréscimo de 30% com relação ao realizado em 2018 e o maior nos últimos cinco anos da companhia.