A Pesquisa de Inovação – PINTEC e a Mineração Brasileira

05/10/2021

Fernando A. Freitas Lins

1. Introdução

Apesar de estar posicionado entre as 12 principais economias do mundo, e em situação similar na produção científica, medida pelo número de artigos publicados, o País está em posição muito desconfortável no ranking de inovação (62º lugar, OMPI, 2020) e no de competitividade (71º lugar, Fórum Econômico Mundial, 2020). Continuar assim significa ficar cada vez mais defasado no conjunto das nações, uma receita certa para o desenvolvimento econômico e social lento e dependente. Há várias causas para o baixo nível de inovação e de competitividade, mas o País dispender (ou investir) relativamente pouco em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é uma das principais [1].

O Brasil tem investido em P&D entre 1,0 e 1,2% do PIB, por muitos anos, enquanto a média dos 37 países membros da OCDE foi de 2,3% em 2020. Este indicador é usualmente adotado para efeito de comparação. Os países considerados desenvolvidos e mesmo alguns emergentes investem de 2 a 4% do PIB, alguns mais, e a contribuição principal origina-se do setor privado, em torno de 70-80%. No Brasil, no entanto, cerca da metade dos investimentos em P&D vem de recursos públicos (federais e estaduais).

O País tem à frente, portanto, o desafio de elevar substancialmente o patamar dos investimentos públicos e privados em P&D, a pelo menos 2% do PIB; o setor privado, com o desafio de crescer sua participação de 0,5% para 1,5%. A situação já seria preocupante se os demais países ficassem nos níveis atuais; mas não: vários deles (Reino Unido, China, EUA, por exemplo) planejam elevar seus respectivos percentuais nos próximos anos.

Leia o artigo completo na edição 413 de Brasil Mineral