19/07/2018
INVESTIMENTOS

MB lança plataforma para fomentar negócios

Com o objetivo de aumentar a atração de investimentos para o setor mineral no Brasil, através da formatação de projetos de baixo risco, alta rentabilidade e sustentáveis do ponto de vista econômico, ambiental e social, um grupo de profissionais brasileiros está lançando no mercado a MB – Mining Business Platform, uma plataforma de negócios de mineração que tem como propósito manter participações em companhias ou projetos selecionados através de fusões e aquisições ou acordos de joint-ventures, em que a MB participará de forma minoritária. 
 
A nova companhia é liderada por Douglas Arantes (um dos fundadores da Amazônia Mineração e profissional com grande experiência em negócios minerais, que é fundador, chairman e diretor), Marco Túlio de Carvalho (ex-diretor da CPRM e que também integrou os quadros da Amazônia Mineração, que é co-fundador e CEO) e Luiz Bizzi (ex-diretor da CPRM, da BHP e De Beers e atualmente Presidente e CEO da Rio Grande Mineração, que é diretor associado). Fazem parte ainda do time da MB renomados profissionais como Carlos Conte e Rubens Mendonça.  “A ideia foi juntar a vasta experiência desse time para criar uma plataforma que pudesse acolher os projetos de áreas de pesquisa que tivessem bom potencial para grandes investidores, com foco na redução de risco, geração de valor para todos os stakeholders – alto nível de performance e significativas taxas de rentabilidade e sustentáveis no que se refere a tributos, respeito e proteção ao meio ambiente e ao Planeta Terra”,  diz Douglas Arantes. 
 
De acordo com Marco Túlio de Carvalho, procurou-se desenvolver conceito “um pouco diferente daquele de simplesmente juntar ou colocar o investidor em contato com os projetos. Queremos formatar projetos que sejam consistentes e atrativos para os investidores, numa visão de médio e longo prazo”. Isto significa, segundo os dirigentes da MB, que a plataforma atuará em todas as fases do empreendimento, desde a exploração (greenfield, scoping stydy), passando pelo desenvolvimento (pré-viabilidade, viabilidade, construção), até a produção.  Na fase de exploração, a empresa já tem alvos selecionados em alguns bens minerais, dentre os quais manganês, cobre-ouro, níquel, chumbo-zinco, estanho e lítio. Na etapa de desenvolvimento há prospectos em fosfato, estanho e tântalo. 
 
Conforme Douglas Arantes, a ideia da plataforma já estava sendo gestada desde 2005, mas a crise que atingiu o mercado internacional de commodities minerais, que no Brasil foi agravada pelo projeto de lei para mineração que foi apresentado pelo governo anterior, “que tinha um viés estatizante”, fez com que o projeto fosse adiado. Agora, com a volta dos investimentos no setor mineral e com as mudanças na lei que possibilita que os ativos minerais sejam dados em garantia, surgiram as condições adequadas para o lançamento da plataforma, que visa atrair não apenas investidores internacionais mas também do mercado nacional, que ainda participa muito pouco em negócios da área de mineração e que a MB pretende atrair.