30/11/2016
VOTORANTIM

Lucro atinge R$ 149 milhões no trimestre

A Votorantim S.A. conseguiu reverter o prejuízo do terceiro trimestre de 2015 e registrou lucro de R$ 149 milhões no mesmo período deste ano. A receita líquida alcançou R$ 7,3 bilhões e o Ebitda ajustado R$ 1,3 bilhão, o que correspondem a quedas de 13% a 19%, respectivamente, no trimestre. Os segmentos com maior exposição ao mercado brasileiro, como cimento, alumínio e aços longos, foram impactados pelo baixo desempenho da atividade econômica do País. Por outro lado, a recuperação dos preços do zinco no mercado internacional e as operações de cimento no exterior, especialmente nos Estados Unidos, contribuíram positivamente para manter estável a margem Ebitda em 18%.

Todos os projetos de expansão da companhia foram mantidos em linha com a estratégia de diversificação geográfica e de negócios. O Capex atingiu R$ 712 milhões no terceiro trimestre, sendo que 65% dos investimentos foram destinados a expansões. No mercado internacional, os aportes foram destinados às plantas de cimento na Turquia, nos Estados Unidos e na Bolívia. No Brasil, os destaques foram a área de energia – com a compra dos equipamentos e a construção da fundação para os sete parques eólicos no Piauí, que serão inaugurados em 2018, com capacidade instalada de 206 MW – e a mineração, com a extensão da vida útil da mina de zinco em Vazante (MG). “A melhora dos indicadores de confiança, quando comparada ao início do ano, sugere uma maior probabilidade de chegarmos breve a um ponto de inflexão”, diz João Miranda, diretor-presidente da Votorantim S.A. “Por outro lado, ainda não há sinais concretos de recuperação dos indicadores de atividade e por isso nos mantemos cautelosos”.

A queda do dólar contribuiu para reduzir em 17% a dívida bruta da companhia, para R$ 25,2 bilhões. A Votorantim fechou o terceiro trimestre com caixa de R$ 8,7 bilhões – sendo que a companhia conta ainda com R$ 3,9 bilhões em linhas adicionais de crédito em moeda estrangeira (revolving credit facilites). “Em resposta ao cenário adverso, mantemos uma posição de liquidez confortável, com caixa robusto e perfil de amortização de dívidas suave”, afirma Sergio Malacrida, diretor de Tesouraria e Relações com Investidores da Votorantim S.A.

A receita líquida global no segmento de cimento alcançou R$ 3,349 bilhões no terceiro trimestre, 14% a menos em relação ao mesmo período de 2015, refletindo a desaceleração do mercado de cimentos, que foi parcialmente compensada pelo aumento de volume na maioria dos países em que a companhia atua na Europa, África e Ásia, e o aumento de preços nos Estados Unidos e Canadá. O Ebitda ajustado somou R$ 720 milhões no trimestre, recuo de 21% em relação ao mesmo período de 2015, com destaque para o aumento de 9% no Ebitda em dólares no mercado norte-americano, em função do aumento de preços em dólar. “Apesar do cenário ainda desafiador em termos de volume de vendas e preço no Brasil, as operações no exterior foram capazes de reduzir parcialmente o impacto do Brasil. Mantivemos nossos investimentos e introduzimos mais iniciativas para otimização de custos, que balizam a estratégia de longo prazo da companhia”, complementa o CFO Lorival Luz.

Votorantim Metais

A Votorantim Metais Holding aumentou em 69% o Ebitda ajustado no trimestre sobre o mesmo período de 2015 e em 20% em relação ao trimestre anterior de 2016. O aumento no volume de vendas e a elevação dos preços de zinco e chumbo na London Metal Exchange (LME) resultaram em uma elevação de 14% na receita líquida, totalizando US$ 513 milhões, ante US$ 451 milhões no ano passado. Outro destaque foi a alta de 3% na produção de concentrados em relação ao terceiro trimestre de 2015.

A maior utilização de concentrados de minério produzidos pelas próprias unidades da companhia, em comparação às matérias-primas importadas, foi um dos principais fatores responsáveis pela redução de 5% no custo dos produtos vendidos na comparação com o terceiro trimestre de 2015. “Conseguimos capturar a elevação dos preços dos metais no mercado internacional, com o aumento de produção e das vendas e a redução dos nossos custos operacionais. Essa combinação permitiu à VMH atingir resultados expressivos no trimestre, um quadro que atesta o nosso contínuo foco na melhoria da eficiência operacional das nossas operações”, afirma o CFO Mario Bertoncini.

CBA

As receitas totais da CBA totalizaram R$ 1,55 bilhão no terceiro trimestre, um recuo de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas de alumínio manteve-se estável, mas houve maior participação de produtos primários no mix de vendas em detrimento dos transformados, de maior valor agregado, reflexo da retração dos setores da construção civil e de transportes. Esse efeito, combinado com o menor valor da LME em reais, resultou em uma queda de 12% nas receitas de alumínio (R$ 106 milhões).

A queda nos preços de energia elétrica também impactou negativamente com uma redução de 17% (R$ 56 milhões) em seu faturamento. O Ebitda ajustado caiu 75% (R$ 163 milhões) puxado pela redução de receitas de alumínio e energia, e pela reestruturação organizacional da companhia, que assumiu a gestão dos ativos de Níquel da Votorantim, que permanecem com as operações em suspensão temporária. 

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