29/11/2018
RIO GRANDE DO SUL

Diagnóstico da mineração no estado

No último dia 23 de novembro a Secretaria de Minas e Energia, em parceria com entidades do setor, lançou o documento “Mineração no Rio Grande do Sul: Diagnóstico Setorial e Visão de Futuro”. O estudo traz um panorama atualizado da mineração no Rio Grande do Sul e as possibilidades de investimentos para o desenvolvimento econômico do estado. O lançamento ocorreu no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. 
 
O documento engloba as reservas minerais presentes no Rio Grande do Sul e os principais municípios mineradores gaúchos, além de informações sobre arrecadação de impostos, geração de empregos e produção dos últimos cinco anos. O texto mostra também as vantagens de uma maior integração e trabalho conjunto entre entes públicos e empresas que movimentam o setor, como Secretaria de Minas e Energia, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental, o Departamento Nacional de Produção Mineral/Agência Nacional de Mineração e o Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).
 
Durante o ato, a criação do Comitê de Planejamento do Setor Mineral do Estado (Comergs) - já em atuação - e a cooperação com o setor privado são exemplos de mobilização para alavancar a atividade. Também foram citados os principais projetos com instalação prevista: o Fosfato Três Estradas, na região de Lavras do Sul, com investimentos de R$ 184 milhões; o Retiro, em São José do Norte, que terá R$ 800 milhões em recursos; e o Caçapava do Sul, onde serão aplicados R$ 371 milhões. "O Rio Grande do Sul concentra 89% das reservas brasileiras de carvão mineral. Em termos de energia, é mais de três vezes o que o Brasil possui em petróleo. O grande desafio é transformar essas reservas minerais em emprego e em receitas. Este estudo é mais um legado que fica para o estado, para a sociedade e para as próximas gerações", afirmou o governador José Ivo Sartori.
 
Para a secretária de Minas e Energia, Susana Kakuta, o estudo é o resultado de uma grande parceria estratégica para resgatar a importância do setor. “Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo já têm um espaço estratégico para isso", destacou. "Tivemos uma matriz econômica muito baseada na indústria e agronegócio, colocando de lado a mineração. Chegou a hora de identificarmos e promovermos a competitividade das riquezas pouco ou não exploradas", acrescentou. "Há muito tempo milito na área e aqui presenciamos uma fase de fechamento de minas. Agora, estamos vivendo uma outra etapa no Rio Grande do Sul, um momento de oxigenação do setor", enfatizou o diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, José Leonardo Silva Andreotti.
 
O primeiro capítulo do documento trata o Contexto da Mineração no Estado do Rio Grande do Sul. São descritos os oito grupos de substâncias minerais abordados no diagnóstico setorial, tais como materiais para construção civil, minerais metálicos e recursos energéticos. Em seguida, se apresentam os principais desafios dos empreendedores e os conceitos de minerais estratégicos - aqueles escassos, essenciais para setores econômicos críticos ou fundamentais para um país ou nação - e o atual contexto de sua exploração e potencialização no Rio Grande do Sul. 

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