21/09/2017
VALE

COI vai gerar ganhos de US$ 600 milhões

A Vale colocou em atividade o seu Centro de Operações Integradas (COI), que lhe permitirá sincronizar e otimizar a cadeia de valor do minério de ferro, que é longa e complexa, segundo Wagner Loyola, diretor da Cadeia de Ferrosos da empresa. O COI, localizado na mina de Águas Claras, na cidade de Nova Lima (MG), quando estiver completo tem um potencial de geração de ganho anual da ordem de US$ 600 milhões. 
 
De acordo com o diretor-executivo de Ferrosos e Carvão da Vale, Peter Poppinga, o objetivo do COI é “sincronizar ainda mais as diversas etapas da operação no Brasil e no exterior e aproximá-la com a área de vendas, ganhando-se em eficiência e realização de preços”. Atualmente, a cada momento a Vale tem que gerenciar o fluxo em torno de 300 navios em diversas posições no mundo e isto ficará muito mais fácil com as ações integradas do COI, que combina as competências de pessoas, processos de operação e tecnologia, oferecendo níveis excepcionais de colaboração e excelência. 
 
Com a estrutura do Centro, a Vale “terá uma visão mais integrada desde a mina, passando pelas ferrovias, portos e transporte marítimo até o destino final do minério, tornando o processo decisório mais eficaz e focado em otimizar o desempenho dos processos e ativos, assim como os resultados do negócio”, diz Loyola. 
 
A parte que inicia operação agora é o COI Global e até final de 2019 serão instalados o COI dos Corredores e os Centros de Excelência, que compreendem a Fase II, segundo Jânio Souza, gerente de TI da Vale. 
 
De acordo com Loyola, a partir de 2020, quando estiver concluída a Fase II, a Vale vai ter um ganho de US$ 1,5 por tonelada de minério de ferro vendida, o que fará com que seu ganho chegue a US$ 600 milhões/ano. Este ganho será proporcionado por realização de preços, aumento de produtividade e redução de custos.