09/08/2017
MERCADO

Carros elétricos puxam demanda por metais

A revolução dos veículos elétricos está criando boas perspectivas de mercado para alguns metais, já que esses carros requerem mais metais como cobalto, lítio, cobre, alumínio e níquel.  De acordo com análise da Bloomberg, a demanda por grafite, níquel, alumínio, cobre, lítio, cobalto e mesmo manganês vai crescer de forma expressiva a partir de 2020, saindo de um patamar de pouco mais de 100 mil toneladas para mais de 2 milhões de toneladas em 2030. É que esse tipo de veículo demanda mais desses metais. No caso do cobre, por exemplo, os carros elétricos usam três vezes mais o metal do que um veículo atual movido a derivado de petróleo. Metais leves, como o alumínio, estão substituindo o aço para permitir que os veículos se locomovam gastando menos energia. Isto, segundo as previsões de analistas, já contribuiu para que a demanda aumentasse cerca de 1.6 milhão de toneladas, o equivalente a 2,7% da produção global, entre 2013 e 2016. E a tendência é de aceleração da demanda nos próximos anos. 
 
O aumento de demanda já influi sobre os preços, como é o caso do cobalto, cuja cotação na LME aumentou 70% em 2017, depois de ter subido 37% em 2016. O cobre já subiu 14% este ano. Mesmo o alumínio, que vinha numa longa trajetória de preços baixos, teve uma recuperação de 14% em 2017, animando os produtores. O desempenho de alguns metais na LME, em julho, confirma essa tendência: o cobre aumentou 4,9%, o níquel 6,2% e o cobalto 2,1%. Já o alumínio teve aumento de 0,9%.